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“Havemos de falar”: Trump admite discutir lei das armas, após tiroteio em Las Vegas

Alex Wong/Getty Images

O Presidente norte-americano descreveu o atirador como um “homem doente e demente”, garantindo que as autoridades estão a investigá-lo

Em breve, a Casa Branca deverá discutir a lei das armas. A possibilidade foi admitida por Donald Trump, esta terça-feira, em conferência de imprensa. A declaração acontece um dia depois do tiroteio em Las Vegas, que provocou pelo menos 59 mortos e mais de 500 feridos.

“Havemos de falar sobre as leis das armas dentro de algum tempo”, disse Trump na Casa Branca, pouco antes de viajar para Porto Rico. “Isto foi uma tragédia… o que aconteceu em Las Vegas é de muitas formas um milagre. A polícia fez um trabalho incrível”, acrescentou.

Trump descreveu ainda Stephen Paddock, o homem que disparou contra as pessoas que assistiam a um festival de música country, no centro de Las Vegas, como um “homem doente e demente”, garantindo que as autoridades estão a investigá-lo. Ao longo de segunda-feira, a polícia levou a cabo várias rusgas. Em casa de Paddock, foram encontradas 18 armas de fogo, explosivos e várias munições. Foram ainda apreendidos alguns dispositivos eletrónicos.

Logo após o tiroteio, e sem nunca falar em terrorismo, o Presidente norte-americano apelou à unidade nacional e à união num período que considerou ser “muito negro”. “Rezamos por toda a nação para encontrar união e paz. E rezamos também pelo dia em que esta maldade desapareça e que os inocentes estejam protegidos do odeio e do medo”, afirmou Trump. “Hoje, estamos juntos na tristeza, choque e luto. Foi um ato de pura maldade”, acrescentou.

Naquele que já é considerado o “tiroteio mais mortífero” da história dos Estados Unidos da América, morreram pelo menos 59 pessoas e 527 ficaram feridas. Na noite de domingo (já madrugada em Lisboa), um homem identificado como Stephen Paddock, a partir do 32 º andar do Mandalay Bay Hotel, começou a disparar. O atirador suicidou-se quando a polícia entrou no quarto.

Paddock, 64 anos, era reformado, tinha licença de piloto e de caça. Vivia em Mesquite, no estado norte-americano do Nevada, a cerca de 140 quilómetros do centro de Las Vegas. Não lhe era conhecido qualquer antecedente criminal nem diagnóstico de doença ou distúrbio mental. Ainda há muitas questões por responder, incluindo a sua motivação. “Não consigo entrar na mente de um psicopata”, respondeu Joseph Lombardo, responsável da Polícia Metropolitana de Las Vegas.