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Internacional

EUA retiram mais de metade dos seus diplomatas de Cuba devido a “ataques de natureza desconhecida”

ALEXANDRE MENEGHINI/REUTERS

Departamento de Estado também aconselhou os cidadãos norte-americanos a não viajar para Cuba, alertando para a existência de “riscos”

Helena Bento

Jornalista

Os Estados Unidos anunciaram, esta sexta-feira, que vão retirar mais de metade dos seus diplomatas de Havana, devido a “ataques de natureza desconhecida” que estão a causar problemas como tonturas, perda de audição, dores de cabeça, fadiga, dificuldades cognitivas e dificuldade em dormir. O Departamento de Estado também aconselhou os seus cidadãos a não viajarem para Cuba, alertando para a existência de “riscos”.

Já há cerca de duas semanas, os EUA admitiram poder fechar a sua embaixada na capital cubana devido àquilo que tem sido descrito como um “ataque sónico”, com recurso a ondas sónicas. No total, foram afetados 21 funcionários daquela representação diplomática nos últimos dez meses.

Apesar das medidas anunciadas, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, garantiu que os EUA “mantêm as relações diplomáticas com Cuba” e que os dois governos vão continuar a cooperar para perceber a origem dos ataques. “Cuba disse que vai continuar a investigar estes ataques e vamos continuar a cooperar com eles neste esforço”, afirmou Rex Tillerson, em comunicado. Apesar das investigações, o caso continua envolto num grande mistério.

Alguns dos ataques ocorreram nas residências dos diplomatas norte-americanos e em hóteis frequentados por cidadãos norte-americanos, o que justifica o aviso emitido pelo Departamento de Estado quanto aos “riscos” de viajar para Cuba. “Acreditamos que todos os cidadãos americanos estão em risco.” Apesar das preocupações, ainda não foram registados quaisquer casos de turistas ou funcionários de hotéis que tenham sido afetados pelo ataque.

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