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Theresa May defende medidas de austeridade e economia de mercado

HANNAH MCKAY / REUTERS

No discurso que vai assinalar os 20 anos da autonomia do Banco de Inglaterra, a primeira-ministra conservadora vai insistir que a economia de mercado é o “melhor” modelo para o crescimento do nível de vida da população, antecipam os jornais britânicos

A primeira-ministra britânica, Theresa May, vai defender esta quinta-feira a manutenção das medidas de austeridade no Reino Unido e a economia de mercado como principal "fator de progresso" social, noticia a imprensa de Londres.

No discurso que vai assinalar os 20 anos da autonomia do Banco de Inglaterra, a primeira-ministra conservadora vai insistir que a economia de mercado é o "melhor" modelo para o crescimento do nível de vida da população, antecipam os jornais britânicos.

"O mercado livre, que opera sob regulações adequadas, é o fator mais importante de progresso coletivo humano alguma vez criado", sublinha o discurso de Theresa May.

O texto da comunicação da chefe do Executivo diz ainda que modelo económico salvou a sociedade da "obscuridade" e do "atraso".

O discurso de May vai ser proferido um dia depois de o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbin, ter criticado a política de austeridade do governo.

Para Theresa May é importante responder aos "verdadeiros interesses da população", em vez de obedecer a um conceito ideológico e, por isso, vai esta quinta-feira pronunciar-se pela continuidade das medidas de austeridade, como forma de enfrentar o endividamento e ao mesmo tempo "proteger" os serviços públicos.

"É preciso cumprir as obrigações em relação às nossas dívidas para que a nossa economia continue a ser forte para que, deste modo, possa proteger os empregos das pessoas. Ao mesmo tempo, isto significa investimento nos nossos serviços públicos vitais, como as escolas e os hospitais", diz May no texto do discurso que vai ser proferido esta quinta-feira.

Este ano assinalam-se os 20 anos da medida do ex-ministro da Economia trabalhista, Gordon Brow (primeiro-ministro entre 2007 e 2010) que permitiu ao Banco de Inglaterra tomar decisões independentes sobre as taxas de juro no Reino Unido.

Nas cerimónias, que decorrem entre esta quinta e sexta-feira, em Londres, participam, além de Theresa May, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi e a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde.