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Rajoy: resposta ao conflito catalão é “proporcional” e “adequada”

PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/Getty

Primeiro-ministro espanhol defende que a resposta ao desafio catalão é “sensata”, depois de terem sido detidos 12 membros do governo da Catalunha a pouco mais de 10 dias do referendo independentista, que foi declarado ilegal pelo Tribunal Constitucional

O presidente do Executivo espanhol, Mariano Rajoy, disse esta quarta-feira que a resposta de Madrid perante o "desafio independentista na Catalunha" não pode ser outra acrescentando que a atuação do Estado é sensata, moderada e proporcional.

Rajoy respondia a uma questão do deputado Aitor Esteban, do Partido Nacionalista Basco (PNV) esta quarta-feira no Parlamento.

Na mesma sessão, e após uma troca de argumentos entre o porta-voz da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Gabriel Rufián, e o chefe do governo, o representante do PNV pediu a Rajoy para explicar a posição do Executivo sobre o "conflito" catalão.

Aitor Esteban, disse que Mariano Rajoy não pode "escudar-se atrás dos juízes ou procuradores" porque "o assunto não pode solucionar-se com ameaças" ou através da "força".

Rajoy disse ao porta-voz do PNV que um chefe de governo não pode "ir contra a lei, como fez Carles Puigdemont" (presidente do governo autónomo da Catalunha).

"A ninguém, no seu perfeito juízo, lhe agrada esta situação e muito menos a mim", disse Rajoy frisando que Puigdemont "passou por cima da lei". A lei, insistiu Rajoy "tem de ser cumprida".

"Ninguém conte comigo para liquidar a unidade de Espanha e a soberania nacional, não é para isso que me dedico à vida política", advertiu.

As explicações de Rajoy não convenceram Esteban lamentado que "aquilo que era um problema económico" fruto das "ações" de Rajoy é "agora um autêntico conflito social com um claríssimo fundo nacional catalão".

O responsável do PNV acrescentou que a estratégia de Rajoy é a do "cumprimento da lei" e não de modificar a legislação.
Esteban disse também que a estratégia do governo do Partido Popular passa pelas ameaças contra a "liberdade de expressão" mandando a polícia contra os meios de comunicação social e as gráficas.

  • Guarda Civil detém 14 membros do governo catalão a 11 dias do referendo independentista

    Entre os detidos está Josep Maria Jové, número dois do gabinete da vice-presidência. No Twitter, o presidente da Assembleia Nacional Catalã, Jordi Sánchez, pediu esta manhã às pessoas que trabalham nos escritórios da Generalitat que “resistam pacificamente” à operação ordenada por Madrid depois de o Tribunal Constitucional ter ilegalizado a consulta convocada para 1 de outubro