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Juncker quer que todos os países da União Europeia adotem o euro em 2019

Todos os países da União Europeia devem estar na zona euro, defendeu esta manhã Jean-Claude Juncker. A Europa deve aproveitar o “vento favorável” atual para construir uma união “mais forte”, disse

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu esta quarta-feira que os 27 países da União Europeia – após a saída do Reino Unido – devem estar na zona euro, fazendo parte do espaço Schengen (livre circulação de fronteiras) e da união bancária, em 2019.

Juncker considerou ainda que "é mais que altura" de a Roménia e a Bulgária se juntarem também ao espaço Schengen, e, em breve, a Croácia, assim que este país cumprir todos os critérios. Uma Europa com robustas fronteiras externas, como deve ser o caso, tem que ser "inclusiva", acrescentou.

No seu discurso sobre o Estado da União, Juncker afirmou que a Europa deve aproveitar o "vento favorável" atual para construir uma Europa "mais forte" e apontou cinco prioridades para o próximo ano.

Dirigindo-se ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o presidente da Comissão Europeia deu conta do programa de trabalho da Comissão para 2018, realçando cinco áreas onde deseja ver a União Europeia mais forte: no comércio, indústria, alterações climáticas, cibersegurança e migrações.

"O vento é outra vez favorável, temos agora uma janela de oportunidade, mas que não vai ficar aberta para sempre. Aproveitemos por isso ao máximo o bom momento, e o vento nas nossas velas", disse, apontando então algumas das áreas onde considera que a Europa pode e deve fazer mais.

De acordo com Juncker, a UE deve reforçar o programa comercial europeu e fechar acordos comerciais com vários parceiros, tornar a sua indústria "mais forte e competitiva", respeitando os consumidores em vez de os enganar (num "recado" dirigido à indústria automóvel europeia), liderar o combate às alterações climáticas, proteger melhor os cidadãos europeus na Internet e continuar a trabalhar no plano das migrações.

"Mesmo isto não é suficiente se queremos ganhar o coração dos europeus", sustentou, sublinhando a necessidade de dar novos passos concretos no processo de repensar o futuro da União Europeia, iniciado há cerca de um ano.