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Dois soldados neonazis vão ser julgados por ofensas terroristas no Reino Unido

Três homens, entre eles dois militares britânicos, enfrentam acusações por integrarem a Ação Nacional, um grupo de extrema-direita que foi banido em 2016

Três britânicos, dois dos quais soldados, foram formalmente acusados de crimes de terrorismo no Reino Unido por pertencerem a um grupo neonazi banido em 2016. Alexander Deakin, de 22 anos, Mikko Vehvilainen, de 32, e Mark Barrett, de 24, integram um grupo de cinco homens detidos a 5 de setembro no âmbito de uma operação de combate ao terrorismo por pertencerem ao grupo de extrema-direita Ação Nacional, que foi ilegalizado no ano passado. Os outros dois suspeitos foram libertados sem acusações.

Esta terça-feira, os três réus vão ser presentes a um tribunal de Westminster, depois de a polícia do condado de West Midlands ter avançado que as detenções decorreram de uma "operação dos serviços secretos planeada previamente" sem ameaças à segurança pública.

Deakin, residente em Birmingham, enfrenta duas acusações de ofensas terroristas sob a secção 58 da Lei de Terrorismo de 2000, que proíbe a posse de documentos que podem ser usados na preparação de atos terroristas — uma das acusações que pende igualmente sobre Vehvilainen. A par disso, o soldado também será julgado por distribuir propaganda terrorista e por incitar ao ódio racial, após ter espalhado autocolantes da Ação Nacional no campus da Universdade Aston, em Birmingham, em julho de 2016.

Vehvilainen, por sua vez, vai ser julgado por publicar ameaças, insultos e comentários abusivos com o intuito de incitar ao ódio racial — um crime previsto na Lei de Ordem Pública de 1986 – e também pela posse de uma arma ilegal, no caso uma lata de gás-pimenta.