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Último balanço fixa em 64 o número de mortos provocados pelo sismo no México

Angel Hernandez/EPA

Depois do terramoto “mais intenso do século” no México, os edifícios colapsaram e centenas de pessoas ficaram feridas. Em Chiapas, foi declarado o estado de emergência e Oaxaca foi o estado com mais mortos

Já foi considerado o sismo “mais intenso do último século” no México aquele, que na madrugada desta sexta-feira, se fez sentir no país. Quando as autoridades mexicanas dão por terminadas as operações de busca, estão contabilizados 64 mortos e centenas ficaram feridas. O abalo teve uma magnitude de 8,2.

As mortes registaram-se em três estados mexicanos: 45 em Oaxaca, quinze em Chiapas e quatro em Tabasco (incluindo duas crianças). Há pelo menos duas centenas de feridos. As operações de resgate decorreram com membros do Exército, da Marinha e da Polícia Federal mexicana. O Presidente do México, Enrique Peña Nieto, declarou três dias de luto nacional pelas vítimas do sismo..

"Já não há ninguém debaixo dos escombros. A maioria dos sobreviventes foi socorrida quase imediatamente pelas famílias e vizinhos", disse aos jornalistas, citado pela Lusa, o coordenador de uma equipa de socorro, Roberto Alonso.

Uma das cidades mais devastadas foi Juchitán, em Oaxaca, onde morreram pelo menos 17 pessoas. A câmara municipal da cidade, assim como um número indeterminado de edifícios, ficaram destruídos ou com estragos consideráveis. “A situação em Juchitán é muito grave; este é o momento mais terrível da história da cidade”, afirmou o presidente da Câmara, citado pela BBC.

Em Chiapas foi declarado estado de emergência. Chiapas e Oaxaca, onde vivem cerca de nove milhões de pessoas, são dois dos estados mais pobres do México.

Gonazalo Segundo contou à CNN que já estava na cama quando sentiu tudo a abanar. “Estava à espera de ter uma noite tranquila mas, de repente, começou tudo a abanar e a partir-se... copos, móveis, tudo”.

“A minha casa abanou durante mais de três minutos. Fiquei desesperado e saí para o exterior com a minha família. Lá fora, o chão ainda estava a tremer”, descreveu à televisão norte-americana Tuxtla Gutierrez.

O abalo registou-se às 23h50 (04h50, hora em Lisboa), com epicentro no Oceano Pacífico, a cerca de 120 quilómetros da costa (e a mil quilómetros a sudeste da Cidade do México, capital do país) e a uma profundidade de 69,7 quilómetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O sismo foi sentido em metade do país e por cerca de 50 milhões de pessoas. Afetou também grande parte da América Central. De acordo com o Serviço Sismológico Nacional Mexicano, foram registadas um total de 266 réplicas nas dez horas que se seguiram ao sismo, sendo que a réplica mais forte teve uma magnitude de 6,1.

Em setembro de 1985, um sismo de magnitude 8,0 resultou na morte de cerca de 9.500 pessoas na Cidade do México e arredores.

Agora, as autoridades pedem à população que se mantenha alerta devido à possibilidade de réplicas. A hipótese de tsunami não foi excluída e por isso pede-se atenção redobrada nas zonas costeiras do México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras e Equador.

As escolas e serviços públicos vão manter-se encerrados até serem avaliados os estragos nos edifícos. Cerca de 1,85 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade na sequência do sismo. Na maioria dos casos, porém, esta já foi restabelecida, disse o Presidente mexicano, acrescentando que também “algumas pessoas8 ficaram sem água. Os aeroportos, estradas, portos, caminhos de ferro e serviços de telecomunicações estão a funcionar com normalidade, referiu a secretária de Estado das Comunicações e Transportes.