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“Uma tempestade catastrófica como nunca antes vista”: Irma faz pelo menos 20 mortos

LIONEL CHAMOISEAU/ Getty Images

Foi confirmada, esta sexta-feira, a morte de quatro pessoas nas Ilhas Virgens britânicas. Furacão Irma, descrito como “o mais forte de sempre no Atlântico” pela Organização Mundial de Meteorologia, chegou às Ilhas Turcas e Caicos esta madrugada e dirige-se agora para a Florida, Bahamas e Cuba

Helena Bento

Jornalista

A Agência de Gestão de Emergências e Desastres do Caribe (CDEMA) confirmou, esta sexta-feira, a morte de quatro pessoas nas Ilhas Virgens britânicas. O último balanço do número de vítimas mortais é de pelo menos 20.

Num comunicado divulgado na sua página oficial, a agência estima que “90% das infraestruturas energéticas de Anguilla tenham ficado danificadas” à passagem do furacão, bem como 90% dos edifícios governamentais da ilha, onde se verificaram, além disso, “estragos significativos que prejudicaram o fornecimento de água”.

O furacão Irma, considerado o mais forte de sempre no Atlântico pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), começou a atingir as ilhas do nordeste das Caraíbas na terça-feira à noite. Morreram nove pessoas nas ilhas francesas de São Martinho e São Bartolomeu e sete continuam ali desaparecidas, confirmou Gérard Collomb, ministro do Interior francês. Foi também confirmada a morte de quatro pessoas nas Ilhas Virgens norte-americanas, três em Porto Rico, uma na parte holandesa da ilha de São Martinho, conhecida como Sint Maarten, uma em Barbuda e outra em Anguilla. Por enquanto, é este o balanço, mas as autoridades acreditam que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas e dias.

O furacão Irma chegou às Ilhas Turcas e Caicos na madrugada desta sexta-feira, já depois de ter passado pela República Dominicana e o Haiti, e dirige-se agora para a Florida, Bahamas e Cuba. Por causa disso, cerca de 280 portugueses foram transferidos de Cayo Coco e Cayo Guillermo para outras zonas de Cuba, informou esta sexta-feira a agência Sonhando, agência que organiza viagens de Portugal para Cuba. Já na quinta-feira, o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, informara que os portugueses que se encontravam em estâncias turísticas em Cuba estavam a ser retirados pelas autoridades locais para locais considerados mais seguros.

Embora o furacão tenha passado da categoria máxima (5) para o nível 4, a sua passagem continua a ser temida na Florida, onde foi já ordenada a evacuação das Florida Keys, um arquipélago composto por cerca de 1700 ilhas, no sudeste dos EUA, e de algumas zonas de Miami e Fort Lauderdale. Residentes de outras áreas poderão entretando ser retirados das suas casas. Rick Scott, governador do estado norte-americano, deixou ontem um aviso: “Estamos perante uma tempestade catastrófica como nunca antes vista. Independentemente do local onde vivam, todas as famílias devem estar preparadas para serem retiradas. Podemos reconstruir as vossas casas, mas não podemos reconstruir a vossa vida”. O furacão deverá atingir a Florida no fim de semana, com a maioria das previsões a apontar para domingo. “A questão não é saber se a Florida será atingida, é saber o quão vai ser atingida”, afirmou Brock Long, diretor da Agência Federal de Gestão de Emergências.

Calcula-se que cerca de 1,2 milhões de pessoas já foram afetadas pelo Irma, segundo a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que avisou já que este número poderá chegar aos 26 milhões.

O Centro norte-americano de Furacões (NHC) informou, esta sexta-feira, que o “extremamente perigoso” furacão José, que se encontra no Atlântico a 700 quilómetros a norte das Antilhas pequenas, evoluiu para categoria 4, com ventos de 240 km/h. Desloca-se agora em direção às Caraíbas, onde deverá chegar no sábado, segundo a agência EFE. O NHC informou ainda que foi emitido um aviso de tempestade tropical para as ilhas de St. Thomas e St. John, as Ilhas Virgens Britânicas, St. Martin e St. Barthélemy. Além do Irma e do José, continua ativo outro furacão, o Katia, de categoria 1, que se encontra na costa do Golfo do México.