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Furacão Irma faz pelo menos dois mortos em ilhas nas Caraíbas

Thais Llorca/ EPA

Annick Girardin, ministra dos Territórios Ultramarinos, confirmou que há ainda dois feridos em estado grave. Furacão “histórico e de uma intensidade sem precedentes” atingiu esta quarta-feira as ilhas de Saint-Barthélémy e de Saint-Martin. Dirige-se agora para Porto Rico e deverá chegar à Florida no final desta semana

A confirmação chegou pela ministra dos Territórios Ultramarinos, Annick Girardin: o furacão Irma, considerado “histórico e de uma intensidade sem precedentes”, fez pelo menos dois mortos nas ilhas de Saint-Barthélémy e Saint-Martin, nas Caraíbas. Há também pelo menos dois feridos, informou esta quarta-feira a ministra francesa, citada pelo “Le Figaro”.

Emmanuel Macron já tinha dito que era inevitável esperar “um balanço duro e cruel” na ilha franco-holandesa de Saint-Martin e na ilha francesa de Saint-Barthélémy, onde a passagem do Irma, esta quarta-feira, provocou estragos consideráveis. “Teremos vítimas a lamentar e os estragos nas duas ilhas são consideráveis”, afirmou o Presidente francês, depois de uma reunião de emergência em Paris, acrescentando que “toda a nação está solidária” com os habitantes das ilhas afetadas pelo furacão.

Macron disse que os serviços de emergência estão a tentar restabelecer o contacto com as ilhas e informou ainda que as operações de resgate serão coordenadas pela ilha francesa de Guadalupe, localizada nas Caraíbas, para onde se dirigia, ao final desta quarta-feira, Annick Girardin. O Governo francês convocou outra reunião para quinta-feira, altura em que dará mais informações sobre a situação.

O furacão de categoria 5, o máximo na escala de intensidade, começou a atingir as ilhas do nordeste das Caraíbas na terça-feira à noite e desloca-se agora na direção oeste-nordeste, a uma velocidade de 22 quilómetros. Segundo os serviços meteorológicos franceses, o “mar abate-se com extrema violência” sobre a costa e verifica-se ainda “uma significativa submersão das partes baixas do litoral”. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) divulgou um vídeo na sua página do Facebook, captado no interior de um avião, que mostra a violência do furacão.

A sua passagem é temida sobretudo em Anguilla, nas ilhas Virgens britânicas, na ponta leste de Porto Rico e no Haiti. Apesar de ainda ser incerto, algumas previsões apontam para que o furacão possam alcançar a Florida, nos EUA, no final desta semana. Em declarações à CNN, Rick Scott, governador do estado norte-americano, afirmou que a ordem de evacuação dada esta quarta-feira à tarde deve ser levada a sério pelos residentes e comparou o Irma ao furacão Andrew, que devastou a Florida há 25 anos. "A tempestade é muito, muito forte e pode alcançar territórios no interior do estado. Pode cobrir totalmente as casas”, sublinhou o governador, que aconselhou ainda os residentes a armazenar comida e água para três dias, apesar de os stocks estarem reduzidos em muitos supermercados.

O governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló, apelou aos residentes das zonas mais afetadas pelas fortes chuvadas para deixarem as suas casas e procurarem abrigo nos locais designados para esse efeito, refere a CNN. O furacão deverá passar a norte de San Juan, capital de Porto Rico, entre as 18h e as 20h, hora local (entre as 23h e as 01h, em Lisboa). Devido à fraca rede elétrica na ilha, as autoridades alertaram para a possibilidade de algumas áreas ficarem sem eletricidade durante meses. A empresa que fornece energia a nível local informou que cerca de 300 mil pessoas ficaram sem eletricidade ao início desta tarde. Mais de quatro mil pessoas terão ficado sem água.

Donald Trump, Presidente dos EUA, declarou estado de emergência na Florida, Porto Rico e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos devido à aproximação do Irma. A declaração de estado de emergência permitirá ao Departamento de Segurança Interna e à Agência Federal de Gestão de Emergências coordenar a resposta ao furacão, nessa zonas.

Número de turistas portugueses nas zonas afetadas pode chegar a “algumas centenas”

Em declarações à Lusa, esta quarta-feira ao final do dia, o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse que o número de turistas portugueses nas zonas afetadas pelo furacão pode chegar a “algumas centenas”.

Há 240 residentes inscritos em São Bartolomeu e 54 em Martinica, nas Caraíbas, especificou o secretário, acrescentando que as autoridades locais estão a desenvolver esforços junto das unidades hoteleiras de forma a “confinar os cidadãos que se encontram em turismo na região”.

Segundo a agência Lusa, alguns portugueses que teriam já viagens marcadas para estas zonas continuam a dirigir-se para lá, “apesar dos avisos das agências de viagens”.

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