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“Estamos a arranjar uma solução para sair daqui”: relato de uma portuguesa que tenta fugir do furacão Irma

Em Miami, as pessoas estão a colocar proteções nas janelas e portas por causa do furacão que está para chegar

Joe Raedle/ Getty Images

Ana Sousa estava em Miami de férias quando soube que o furacão Irma se aproximava. Aconselharam-na a fugir e está agora a tentar fazê-lo. “As opções para sair estão a ficar muito limitadas”

“Estamos a tentar não entrar em pânico”. Ana Sousa, 26 anos, chegou há dias a Miami, na Florida. A meio das férias com os amigos, soube que o furacão Irma, considerado “histórico e de uma intensidade sem precedentes”, está a aproximar-se.

“As lojas estão a fechar e estão a ser colocadas proteções por causa do furacão. Não há água nos supermercados. Esgotou. Os bilhetes de avião para outros estados foram todos vendidos. As pessoas estão a sair daqui e a ir para outras cidades de carro”, conta ao Expresso.

Ana chegou no último sábado à cidade. Tinha voo de regresso para Portugal marcado para daqui a três dias, quando se espera que o Irma chegue ao estado da Florida. “O voo provavelmente será cancelado, é impossível levantar com o vento a mais de 100 km/hora. Não estamos a conseguir remarcar voo”, diz.

O furacão Irma atingiu esta quarta-feira as ilhas de Saint-Barthélémy e de Saint-Martin, nas Caraíbas, onde matou pelo menos duas pessoas e feriu com gravidade outras duas, além de ter feito “estragos consideráveis”. Dirige-se agora para Porto Rico e deverá chegar ao estado da Florida no final desta semana.

Carlos Gimenez, presidente da Câmara de Miami, declarou o estado de emergência local e anunciou o encerramento dos serviços municipais e escolas nos próximos dias, tendo as atividades escolares sido canceladas já esta quarta-feira. Os residentes com necessidades especiais começaram já a ser retirados e as restantes pessoas poderão vir a ser aconselhadas a sair da cidade.

Ana Sousa já recebeu indicações para abandonar Miami. Está agora a tentar fazê-lo: “estamos a arranjar uma solução para sair daqui. Precisamos de resolver isto”.

Ana contou-nos pouco. Não tem tempo para conversar, precisa de encontrar forma de sair de Miami antes que o furacão chegue. O tempo passa e as hipóteses de fuga são cada vez menos. Provavelmente vai alugar um carro e conduzir para norte. “As opções estão a ficar muito limitadas”.