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Macron inicia périplo pelo centro e leste da Europa. Hungria e Polónia ficam de fora

Getty

Em três dias, o Presidente francês vai reunir-se com os líderes da Áustria, República Checa, Eslováquia, Roménia e Bulgária. Na agenda estão o aprofundamento da integração europeia e a alteração da diretiva de destacamento de trabalhadores

Emmanuel Macron inicia esta quarta-feira um périplo de três dias pela Europa central e do Leste, que deixa de fora a Hungria e a Polónia, países que não veem com bons olhos as reformas da UE propostas pelo Presidente francês. O governante vai reunir-se durante o dia de hoje com chanceler austríaco e os primeiros-ministros checos e eslovacos em Salzburgo. Seguirá depois para a Roménia e para a Bulgária, onde tem encontros marcados com os líderes dos dois países, segundo o “Le Monde.”

O objetivo é reforçar a cooperação bilateral e garantir sobretudo o compromisso destes países em relação ao aprofundamento da integração europeia e à alteração da diretiva de destacamento de trabalhadores na UE. As prometidas reformas da UE, tão defendidas durante a corrida ao Eliseu, parecem ser a principal preocupação de Macron desta viagem àquela região da Europa.

Sem o apoio dos executivos da Hungria e da Polónia, com quem o Presidente gaulês mantém uma relação difícil – nomeadamente face à recusa no acolhimento de refugiados –, Macron procura conquistar os outros países da região. O chamado grupo Visegrad – constituído pela Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia –, que assume geralmente posições mais nacionalistas poderá contudo mudar o foco.

É o caso da Eslováquia, cujo primeiro-ministro Robert Fico que disse na semana passada que o futuro do seu país era “no coração da UE”, com a França e a Alemanha. “Estou muito interessado na cooperação regional no grupo Visegrad, mas o interesse vital da Eslováquia reside na UE”, declarou o governante eslovaco. Mas a mudança de posicionamento não se fica pelas palavras. Robert Fico concordou também em receber uma centena migrantes da Grécia e da Itália, o que contraria as posições assumidas pela Hungria e pela Polónia.

O maior receio dos países do centro e do leste da Europa é que as reformas na UE aumentem as desigualdades entre os Estados-membros. Viktor Orbán, primeiro-ministro ultraconservador hungaro, é um dos principais opositores das propostas de Macron, que tem criticado as “forças não liberais” na Europa.