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Internacional

Trump responsabilizado pelos acontecimentos de Charlottesville

MIKE NELSON/EPA

O Presidente norte-americano está a ser criticado pela falta de veemência na condenação aos incidentes que causaram a morte de uma pessoa, descontentamento que inclui sobretudo democratas, mas também representantes do Partido Republicano a que Trump pertence

Democratas, mas também republicanos, condenam a tímida reação de Donald Trump perante os acontecimentos de Charlottesville (Virgínia) deste sábado, subindo de tom as vozes que acusam o Presidente dos Estados Unidos de ser um dos culpados pela escalada de ódio no país.

Depois de Trump se ter limitado a condenar, via Twitter, “tudo o que representa o ódio”, mas sem mencionar de forma direta os supremacistas brancos que tinham convocado a marcha, entre eles David Duke, ex-líder do KKK, e vários elementos que exibiam símbolos relacionados com o regime nazi, o descontentamento generalizado com a falta de veemência da reação oficial levou a Casa Branca a emitir um comunicado em defesa do Presidente.

Ele vincou fortemente “na sua declaração no sábado que condena todas as formas de violência, intolerância e ódio, e claro que isso inclui os supremacistas brancos, o Ku Klux Klan, os neonazis e todos os grupos extremistas”, pode ler-se no comunicado. O Presidente “apelou à união nacional e a todos os americanos, pedindo que estejam unidos”.

Acusado de ser intolerante, de defender um nacionalismo radical e de ter assessores identificados como próximos ao nacionalismo branco, como Steve Bannon, Trump foi até saudado por neonazis por não culpar diretamente os supremacistas brancos pelos atos que levaram à morte de uma pessoa em Charlottesville.

A filha do Presidente, Ivanka Trump, acabou por partilhar uma reação mais dura, também no Twitter: “Não há lugar na sociedade para o racismo, a supremacia branca e os neonazis. Todos temos de nos unir como americanos e sermos um país unido”, escreveu.

Além da morte de uma mulher de 32 anos, os incidentes ocorridos Charlottesville fizeram cerca de 20 feridos. Dois agentes da polícia estadual da Virginia também morreram quando o helicóptero em que viajavam caiu. Os elementos estavam a reforçar a vigilância da cidade por causa da marcha, convocada para contestar a decisão da cidade de remover de um parque a estátua do general Robert E. Lee, considerado atualmente um símbolo da defesa da escravatura e do racismo.