Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Ataque na Cidade Velha de Jerusalém força cancelamento de orações

EPA/ ATEF SAFADI

As autoridades anunciaram que as orações muçulmanas de sexta-feira, onde milhares de pessoas participam, vão ser canceladas pela primeira vez em 17 anos

Três homens armados abriram fogo contra agentes das forças de segurança na Cidade Velha de Jerusalém, junto ao local que cristãos e judeus identificam como Monte do Templo. Os três homens acabaram por ser abatidos durante o tiroteio que também deixou dois israelitas feridos com gravidade.

Após o incidente, os visitantes foram retirados da área, com as autoridades a anunciar que as orações muçulmanas de sexta-feira, onde milhares de pessoas participam, serão canceladas pela primeira vez em 17 anos.

De acordo com os relatórios iniciais da polícia israelita, os três atacantes dispararam contra vários agentes perto da entrada do Lion Gate, antes de entrar no local. “Quando viram polícias, dispararam contra eles e depois escaparam para uma das mesquitas no Monte do Templo”, disse Luba Samri, porta-voz da polícia. “Uma perseguição seguiu-se e os três terroristas foram mortos pela polícia”, continuou.

Segundo o “The Guardian”, o serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel informou que os dois israelitas feridos já se encontravam a receber tratamento.

As autoridades do país estão a tentar identificar os atacantes, disse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld. Suspeita-se que sejam cidadãos israelitas de origem palestiniana devido a documentos encontrados nos corpos, incluindo cartões de identidade e uma carta de condução. A autenticidade dos documentos já está a ser analisada pelas autoridades.

“Foi decidido fechar o Monte do Templo hoje por razões de segurança. Investigações serão realizadas para garantir que não há mais armas no local”, disse Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

O vice-ministro da Defesa, Eli Ben Dahan, pediu que o país “reforce o seu domínio e controlo sobre os locais [sagrados] e assegure que todos os judeus possam rezar lá em qualquer momento, em segurança”.

O ministro da Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan, afirmou: “O ataque terrorista de hoje é um acontecimento terrível em que todas as linhas vermelhas foram ultrapassadas. O ataque ainda está a ser investigado e irá obrigar-nos a examinar as medidas de segurança existentes no Monte do Templo e nas proximidades”.