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Internacional

Morreu o ativista e Nobel da Paz chinês Liu Xiaobo

Bobby Yip/REUTERS

O mais destacado defensor dos direitos humanos e da democracia na China morreu num hospital do nordeste do país, para onde fora transferido da prisão no mês passado, devido a um cancro do fígado em fase terminal

O ativista e Nobel da Paz chinês morreu aos 61 anos devido à falência de vários órgãos e das tentativas de o reanimar, anunciaram esta quinta-feira as autoridades da cidade de Shenyang, do nordeste do país.

Liu fora transferido no mês passado da prisão para um hospital da cidade para receber tratamentos devido a um cancro no fígado em fase terminal.

Os Estados Unidos, aUnião Europeia e organizações de defesa dos Direitos Humanos haviam apelado para que o regime de Pequim o deixasse sair para o estrangeiro com familiares para procurar tratamento médico.

Em 2009 fora condenado a 11 anos de prisão por “incitar à subversão do poder do Estado”, em sequência de ter ajudado a redigir a Carta 08, um manifesto político pelas reformas democráticas e pelo respeito pelos direitos humanos no país. No ano seguinte seria contemplado com o Nobel da Paz.

Nascido a 28 de dezembro de 1955 em na cidade de Changchun, província de Jilin, formou-se em Literatura na Universidade de Jilin e na Universidade Normal de Pequim, onde veio a dar aulas.

Em 1989 deixou a sua colocação como professor convidado na Universidade norte americana de Columbia para regressar a Pequim e participar no Movimento pela Democracia. Foi um dos ativistas que entrou em greve de fome no protesto de Tianamen, tendo tendo apelado a negociações pacificas com os estudantes que procurou persuadir a abandonarem a praça.

Após o massacre ficaria detido, até janeiro de 1991, por ser considerado culpado de “propaganda contra-revolucionária e incitamento”. Depois disso seria detido mais duas vezes.