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Macron promete imposto sobre transações financeiras europeias

THOMAS SAMSON/GETTY

“Quero um imposto das transações financeiras europeias que possa ser aplicado dentro de um espaço coerente. Considero que a medida faz sentido e é eficaz”, afirma o Presidente francês Emmanuel Macron

O Presidente francês Emmanuel Macron, em entrevista esta quinta-feira ao “Ouest France”, mostrou-se favorável à criação de um imposto sobre transações financeiras europeias.

Tanto a França como a Alemanha lideram esforços na criação do imposto, que é teoricamente uma ajuda na recuperação dos fundos públicos utilizados para resgatar bancos da crise económica, entre outros aspetos.

A estratégia é discutida desde 2011, mas os países continuam com dúvidas na escolha dos instrumentos que devem ser utilizados. Opositores da medida, incluindo vários bancos, dizem que implementar o imposto só faz sentido se abranger muitos países, caso isso não aconteça apenas levaria as transações a mudarem para outros centros financeiros.

Macron promete trabalhar seriamente no imposto: "Não estou de modo algum a ponderar encerrar o assunto", afirma o Presidente francês, depois de ser acusado por alguns legisladores da União Europeia, e ONGs de negligenciar a iniciativa. Acrescenta que é importante saber se o Reino Unido terá acesso aos mercados financeiros pós-Brexit. Caso contrário, as empresas mudar-se-iam para Londres onde o imposto não estaria em vigor.

Dez países europeus assinaram um acordo para a cobrança da taxa, – Alemanha, França, Itália, Bélgica, Áustria, Grécia, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Espanha – sendo que um mínimo de nove assinaturas são necessárias.

O governo francês está a esforçar-se para atrair empregos financeiros de Londres e prometeu, na semana passada, impulsionar as quotas económicas que foram adicionadas ao novo projeto-lei orçamental, que dá origem a um grande descontentamento às instituições financeiras francesas.