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Internacional

Cólera já matou 1700 pessoas no Iémen

MOHAMMED HUWAIS/GETTY

A Cruz Vermelha fala em 300 mil casos de suspeita de cólera e alerta para o facto de a epidemia estar descontrolada. A média de novos casos diários da doença detectados chega aos 7 mil

A epidemia de cólera continua sem dar tréguas no Iémen, onde foram já contabilizados cerca de 300 mil casos suspeitos de doença, segundo informação da Cruz Vermelha. O número de morte já atingiu 1700 pessoas.

Num país onde as infraestruturas médicas e sanitárias estão destruídas por uma guerra que se arrasta há quase dois anos (entre as forças pró-governamentais, apoiadas pela Arábia Saudita e os rebeldes Hutis, apoiados pelo Irão) e onde a população enfrenta o risco de fome generalizada, a doença encontra o melhor terreno para se propagar.

A média de novos casos diários chega a 7 mil, o que justifica que as organizações internacionais falem em catástrofe humanitária, não parando de lançar alertas desde o início da epidemia em abril.

Extremamente contagiosa, a cólera é uma infecção bacteriana que se propaga através de alimentos contaminados ou da água. Embora seja fácil de tratar, a falta de condições no Iémen tem impedido o controlo da evolução da doença.

Faltam recursos para enfrentar o problema, afirma a Organização Mundial da Saúde, estimando em 17 milhões o total de pessoas que sofrem de subnutrição na região.

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    O alerta foi dado esta quarta-feira pela organização Save the Children que fala num surto “fora de controlo” no Iémen. Para além da pobreza crónica, três anos de guerra destruíram centros de saúde e degradaram os sistemas de saneamento e de fornecimento de água potável. As crianças são as principais vítimas

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    “O povo iemenita está a ser sujeito a privações, doenças e morte enquanto o mundo observa”, denuncia o responsável das Nações Unidas pelos assuntos humanitários. “A crise não está a chegar nem está iminente, já está aqui e agora, à frente dos nossos olhos”