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Cardeal regressa à Austrália para ser julgado por crimes sexuais

É o mais alto responsável do Vaticano a ser julgado por crimes sexuais. O cardeal George Pell diz que regressa para provar a sua inocência e considera que está a ser alvo de um “assassínio de caráter”

O cardeal George Pell, de 76 anos, foi fotografado esta segunda-feira de manhã à saída do aeroporto de Sydney, onde aterrou vindo do Vaticano via Singapura. O sacerdote vai comparecer este mês na primeira audição do seu julgamento por supostos crimes sexuais na Austrália.

“Quando foi informado das acusações pela polícia de Victoria, o cardeal Pell disse em Roma que rejeitava totalmente as alegações, que estava completamente inocente das acusações e que regressaria à Austrália para se defender com vigor e limpar o seu nome”, referiu um porta-voz, que indicou também que o clérigo optou por não regressar do Vaticano num voo direto, a conselho dos seus médicos.

Antigo arcebispo de Melbourne e de Sydney, no Vaticano desde 2014 como alto responsável pelos serviços financeiros, o cardeal é alvo de várias acusações relativas a um “histórico de crimes sexuais”. A polícia de Victoria, Estado australiano de que Melbourne é capital, frisou que há múltiplas acusações, mas não adiantou mais detalhes sobre o caso.

Pell, o mais alto responsável do Vaticano a ser alvo deste tipo de acusações, irá ser ouvido pela primeira vez pelos magistrados a 26 de julho. Quando foram anunciadas as acusações no mês passado, o cardeal declarou em Roma estar inocente e a ser alvo de um “assassínio de caráter”.

“Estou inocente destas acusações. São falsas. Toda a ideia de abuso sexual é me horrenda”, disse Pell. Depois de provar a sua inocência, tenciona regressar ao Vaticano para continuar o trabalho que tem estado a desenvolver.