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Expresso

Internacional

10000 pessoas retiradas após descoberta de bomba da II Guerra Mundial na Polónia

Evacuação de residentes de um centro de assistência social em Bialystok

ARTUR RESZKO

Descobertas deste tipo não são inéditas, mas o tamanho do engenho é invulgar

Luís M. Faria

Jornalista

As autoridades polacas começaram a retirar residentes de Bialystok, uma cidade no noroeste da Polónia, após a descoberta, esta quinta-feira, de uma bomba não detonada da II Guerra Mundial. Ao todo, umas dez mil pessoas (a cidade tem cerca de 300 mil) deverão ser retiradas até a bomba ter sido levada do local.

Descobertas desse género estão longe de ser inéditas na Polónia, mas é raro terem a dimensão da agora feita. A bomba, que é alemã e pesa meia tonelada, foi encontrada durante trabalhados numa estrada. Se explodisse, o seu impacto poderia fazer-se muito para além do centro do impacto.

Residentes num raio de 1.35 kms serão levados em autocarros até escolas, onde ficarão até que um veículo especial transporte a bomba para um campo de ensaios, onde ela será detonada por especialistas. Prevê-se que possam regressar a casa ainda esta noite. Um guindaste chegou já a Bialystok para erguer a bomba.

A bomba encontra-se numa zona onde as tropas alemãs e soviéticas se enfrentaram durante a II Guerra Mundial. A base de Orzysz, à qual pertencem os sapadores que vão lidar com ela, alberga hoje 800 soldados norte-americanos.

A semana passada, o presidente Donald Trump visitou a Polónia antes da cimeira do G20, fazendo um discurso que ecoou temas frequentemente defendidos pelo governo local, incluindo a necessidade de proteger a “civilização ocidental” e de limitar a emigração.