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Expresso

Internacional

G20 com unanimidade no apoio ao livre comércio

Thomas Lohnes

G20 comprometeu-se também a “combater o protecionismo, incluindo todas as práticas comerciais injustas”

A Cimeira do G20, que terminou este sábado em Hamburgo, na Alemanha, apoiou unanimemente o livre comércio, ressalvando que, face a práticas “injustas”, os Estados podem recorrer a “instrumentos legítimos de defesa comercial”.

O comunicado final de consenso da Cimeira dos líderes das 20 maiores economias mundiais (G20), realizada na sexta-feira e hoje, em Hamburgo, no norte da Alemanha, conseguiu com esta expressão compatibilizar as diferentes sensibilidades em torno do comércio internacional, especialmente por parte dos Estados Unidos.

“Manteremos os mercados abertos”, assegura o G20, constituído por países de economias industrializadas e emergentes, que se compromete também, a “combater o protecionismo, incluindo todas as práticas comerciais injustas”.

O texto acordado realça terem existido avanços na situação macroeconómica global, reconhecendo, todavia, que “o crescimento é mais débil do que o esperado”, pelo que se devem continuar a aplicar medidas "monetárias, fiscais e estruturais” para o reforçar.

O G20 sublinha o seu compromisso na aplicação de “reformas estruturais”, o seu intento em reduzir os “desequilíbrios globais excessivos” e a promoção de “uma maior inclusão, justiça e igualdade na procura do crescimento económico e na criação de emprego”. O objetivo é alcançar "um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo", enquanto se melhora a resistência económica e financeira dos países, noticiou a Efe.

No domínio laboral, os líderes do G20 reconheceram os desafios que coloca a globalização, a digitalização e a automatização, e defenderam, que, para melhorar as opções de adaptação dos trabalhadores, face a estas mudanças, há que potenciar a educação e a formação contínua. Comprometeram-se também, a promover "oportunidades de trabalho decentes" durante a transição que o mundo está a viver.

No âmbito financeiro, o G20 referiu o “considerável progresso” registado no setor bancário desde a crise e defendeu que se deve seguir no sentido da melhoria da solidez do sistema institucional. No mesmo comunicado conjunto, o G20 afirma que pretende continuar a trabalhar por um “sistema fiscal internacional moderno e globalmente justo”, que combata a fraude tributária e melhore o intercâmbio internacional de informação entre Estados.

O G20 compromete-se a avançar na implementação de padrões internacionais de transparência para combater “a corrupção, a fraude fiscal, o financiamento do terrorismo e a lavagem de dinheiro”.