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Expresso

Internacional

UE e Japão alcançam acordo de princípio para acordo de comércio livre

YVES HERMAN/REUTERS

O acordo de princípio inclui pela primeira vez um compromisso específico relativo ao cumprimento do Acordo de Paris sobre o clima

A União Europeia e o Japão alcançaram esta quinta-feira, em Bruxelas, um acordo de princípio em torno dos principais elementos do Acordo de Parceria Económica, que será o mais importante acordo bilateral de comércio livre alguma vez firmado pelo bloco europeu.

O acordo de princípio, que inclui pela primeira vez um compromisso específico relativamente ao cumprimento do Acordo de Paris sobre o clima, foi anunciado no final da cimeira UE-Japão realizada esta quinta-feira em Bruxelas, pelos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Conselho Europeu, Donald Tusk, e pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

Segundo Bruxelas, "o Acordo de Parceria Económica removerá a grande maioria das taxas pagas pelas empresas da UE, que ascendem a 1.000 milhões de euros anuais, abrirá o mercado japonês a exportações agrícolas europeias e aumentará as oportunidades num vasto leque de sectores", estimando a Comissão que o valor das exportações provenientes da UE possa aumentar até 20 mil milhões de euros.

A Comissão sublinha também que o acordo "estabelece os mais altos padrões a nível de trabalho, segurança, proteção ambiental e dos consumidores, salvaguarda completamente os serviços públicos e tem um capítulo dedicado ao desenvolvimento sustentável".

"Em conjunto, estamos a enviar uma forte mensagem ao mundo no sentido de que estamos a favor do comércio livre e justo. No que nos diz respeito, não há proteção no protecionismo. Apenas trabalhando juntos estaremos em condições de fixar padrões globais ambiciosos. Esta será a mensagem que a UE e o Japão levarão juntos ao G20 amanhã", sexta-feira, em Hamburgo, afirmou o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, numa mensagem que tem como principal destinatário o Presidente norte-americano, Donald Trump.

Alcançado o acordo de princípio, os negociadores de ambas as partes continuarão agora "a trabalhar para resolver todas as questões de ordem técnica remanescentes e obter um texto definitivo do acordo até ao final do ano", procedendo então a Comissão à verificação jurídica do compromisso, para o submeter à aprovação dos Estados-membros da UE e do Parlamento Europeu.