Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Joshua Wong considera-se culpado de desobediência nas manifestações de Hong Kong

Joshua Wong e Lester Shum à saída do tribunal em Hong Kong

BOBBY YIP/REUTERS

O ativista que foi um dos porta-vozes da luta pela democracia em Hong Kong, em 2014, diz que assumirá “responsabilidade legal” pelos seus atos de desobediência durante as manifestações que pararam o território administrado pela República Popular da China

O líder das manifestações pró-democracia em Hong Kong, Joshua Wong, disse numa audiência em tribunal, esta quinta-feira, que vai declarar-se culpado das acusações de desobediência civil que enfrenta desde que desafiou as autoridades recusando-se a abandonar uma área de protesto na cidade, durante as manifestações de dezembro de 2014.

Wong, um entre 20 ativistas que enfrentam acusações idênticas, justificou as razões da sua decisão com a intenção de “assumir a responsabilidade legal” dos seus atos. O jovem de 20 anos rematou: “Ainda que haja uma hipótese de ser preso, não me arrependo de nada”.

Em declarações escritas no tribunal, Wong e outros ativistas, entre os quais o líder estudantil Lester Shum, “admitiram responsabilidade” sem se considerarem explicitamente culpados, o que é habitual em processos civis e não criminais.

A decisão do tribunal será conhecida em agosto, no fim de 45 dias de audiência em que vão ser ouvidas 33 testemunhas. Os estudantes que participaram e instigaram o movimento que ficou conhecido por “Revolução dos Guarda-Chuva” têm assim de esperar mais algum tempo para saber se terão de cumprir penas de prisão.

Este é um cenário que Joshua Wong não parece temer, assegura a correspondente da Al Jazeera, Sarah Clarke, em Hong Kong: “Wong diz-se orgulhoso de defender a democracia, ainda que isso signifique passar tempo atrás das grades”.