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Donald Trump alerta que o futuro do Ocidente está em jogo

Presidentes e primeiras-damas dos EUA e da Polónia

Pawel Supernak/EPA

No primeiro discurso oficial na capital da Polónia, o Presidente norte-americano deixou recados aos Estados da NATO, e voltou a sublinhar a importância da união no combate ao terrorismo

O Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou hoje durante um discurso em Varsóvia, Polónia, que o futuro do Ocidente está em jogo, exortando as nações a mostrarem mais determinação para enfrentar os atuais desafios.

Na capital polaca, o chefe de Estado norte-americano declarou que as nações devem “defender a civilização” ocidental de desafios como o terrorismo, a burocracia e a erosão das tradições e apontou a Polónia - que no último século enfrentou as ocupações nazi e soviética - como um exemplo de determinação.

“Como a experiência polaca nos recorda, a defesa do Ocidente depende, em última instância, não só dos meios mas também da vontade do seu povo para triunfar. A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver”, afirmou Trump dirigindo-se aos milhares de polacos concentrados na histórica praça Krasinski, em frente a um monumento de homenagem à resistência polaca à ocupação nazi.

“A história da Polónia é a história de pessoas que nunca perderam a esperança, que nunca desistiram e que nunca esqueceram quem eram”, prosseguiu Trump, que está na capital polaca antes de partir para Hamburgo, Alemanha, onde vai participar numa cimeira dos 20 países mais industrializados e emergentes (G20).

E acrescentou: “A nossa própria luta em defesa do Ocidente não começa no campo de batalha”, mas “começa nas nossas mentes, na nossa vontade e nas nossas almas”.

Donald Trump disse que os Estados Unidos darão as boas-vindas a todos aqueles que “partilharem” dos mesmos valores, mas frisou que as fronteiras americanas estarão fechadas “ao terrorismo e ao extremismo”.

No mesmo discurso, o governante sublinhou que os Estados Unidos já demostraram “não só por palavras, mas também com ações” que estão comprometidos com a defesa de todos os Estados-membros da NATO.

Trump destacou o compromisso de Washington com o 5.º artigo do Tratado Atlântico Norte (um ataque armado contra um dos membros da organização é considerado um ataque contra todos) - algo que evitou na cimeira da NATO em maio último - e voltou a mencionar o caso da Polónia, um “exemplo” por gastar na Defesa 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

Um discurso voltado para o futuro

“A Europa deve demonstrar que acredita no seu futuro, investindo o seu dinheiro no seu futuro”, disse o líder norte-americano, referindo que, devido à sua insistência, “milhares e milhares de milhões” estão a ser canalizados por aliados da NATO que não estavam a cumprir com as suas “obrigações financeiras”.

Neste âmbito, Trump realçou que “uma Polónia forte é uma bênção para a Europa, e uma Europa forte é uma bênção para o mundo” e frisou o compromisso da administração norte-americana com a segurança da Polónia e com “uma Europa forte e segura”.

O Presidente norte-americano declarou que Moscovo deve acabar com as “atividades desestabilizadoras” na “Ucrânia e em outros países”, deixar de apoiar “regimes hostis” como a Síria e o Irão, e apoiar o Ocidente contra o “inimigo comum” em “defesa da civilização”, ou seja, o terrorismo extremista islâmico.

Ainda sobre a Rússia, Trump afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a ampliar a cooperação com a Europa de Leste na área energética para que a região não seja nunca mais “refém de um único fornecedor”, neste caso, do fornecimento de gás por parte de empresas russas.