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Venezuela: ataque ao Parlamento faz 13 feridos

Caracas: o parlamento de Caracas foi atacado por apoiantes de Nicolás Maduro. Três deputados ficaram feridos. Os opositores Luis Stefanelli e Leonardo Regnault depois do assalto

CARLOS GARCIA RAWLINS / Reuters

Há três deputados feridos, mas o assalto ao parlamento feito por civis que apoiam Maduro fez pelo menos 13 feridos. O edifício está cercado: Deputados, funcionários e jornalistas estão retidos no interior

Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas hoje na sequência do ataque ao parlamento, em Caracas, por civis armados afetos ao regime, mantendo-se os deputados, funcionários e jornalistas fechados no edifício, que está cercado.

Três deputados figuram entre os feridos resultantes do ataque, que ocorreu durante uma sessão especial comemorativa do 206.º aniversário do Dia da Independência, entretanto suspensa.

O ataque foi precedido por uma visita do vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, que, conjuntamente com vários membros do Governo venezuelano, e cerca de 300 de apoiantes, entrou no parlamento para realizar um ato no salão Elíptico, onde está a ata da Independência da Venezuela.

"Estamos nas instalações de um poder do Estado, sequestrado pela mesma oligarquia que traiu a Bolívar (Simón)", disse, num discurso em que defendeu a convocatória a uma Assembleia Constituinte feita pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A visita de El Aissami foi feita sem informação prévia à mesa da Assembleia Nacional, onde a oposição é maioritária.

À saída as portas do parlamento ficaram abertas permitindo a entrada dos 'coletivos' [denominação por que são conhecidos os grupos de civis armados afetos ao regime] que lançaram engenhos explosivos e ameaçando sequestrar os deputados.

O jornal “El Pais” diz que dois dos feridos, são os deputados Américo De Grazia e Armando Armas.