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Internacional

Pequim apela à contenção de todas as partes após lançamento de míssil por Pyongyang

Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês diz que Pequim está “a recolher informações” sobre o míssil e instou a Coreia do Norte a “parar as ações que violem as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”

A China apelou esta terça-feira à "contenção" de todas as partes envolvidas e à resolução "pacífica" do problema norte-coreano após o anúncio do teste de um míssil balístico intercontinental de Pyongyang.

Pequim está "a recolher informações" sobre o míssil e instou a Coreia do Norte a "parar as ações que violem as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Geng Shuang numa conferência de imprensa diária.

A Coreia do Norte anunciou esta terça-feira ter testado com sucesso o primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM), uma etapa crucial para a realização do objetivo de poder ameaçar os Estados Unidos com armas nucleares.

O "ensaio histórico" de um míssil Hwasong-14 foi supervisionado pelo dirigente norte-coreano Kim Jong-Un, anunciou uma apresentadora na televisão pública norte-coreana num noticiário especial.

O anúncio da Coreia do Norte surgiu depois da informação divulgada por Seul e Washington de que Pyongyang tinha lançado um míssil de médio alcance.

O teste pode ter sido o mais bem-sucedido até à data para a Coreia do Norte.

Um analista de armas considerou que o míssil pode ser suficientemente poderoso para chegar ao Alasca, nos Estados Unidos.

O míssil atingiu uma altitude superior a 2.500 quilómetros, informou o Ministério da Defesa japonês.

O lançamento do míssil foi realizado cerca das 9h40 (1h40 em Lisboa), a partir da província norte-coreana de Pyongyang Norte, segundo informação avançada pelo comando conjunto das forças armadas sul-coreanas, citado pelas agências internacionais.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu no Twitter, questionando se o líder norte-coreano "não tem nada melhor para fazer na vida".

Trump instou ainda a China a endurecer a posição em relação à Coreia do Norte.