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Juncker: “O Parlamento Europeu é ridículo”

OLIVIER HOSLET / EPA

O episódio aconteceu durante um debate realizado esta terça-feira, onde apenas um pequeno número de deputados participou. “O facto de cerca de 30 deputados participarem neste debate demonstra o suficiente para que o Parlamento não seja sério”, afirmou o presidente da Comissão Europeia

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que o Parlamento Europeu é “muito ridículo”. O episódio aconteceu esta terça-feira durante um debate onde apenas um pequeno número de deputados participou.

Juncker encontrava-se na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo para um debate sobre o resultado dos seis meses da presidência maltesa do Conselho da União Europeia, que terminou na sexta-feira.

Quando chegou, por volta das 9h15 da manhã, a sala estava quase vazia. O presidente da Comissão Europeia disse imediatamente que “o Parlamento Europeu é ridículo, muito ridículo”. “Saúdo aqueles que fizeram um esforço para estar na sala. O facto de cerca de 30 deputados participarem neste debate demonstra o suficiente para que o Parlamento não seja sério”, acrescentou. No total existem 751 deputados.

Falando sobre o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, que também estava presente para informar sobre o trabalho desenvolvido pelo seu governo durante a presidência da União Europeia, Juncker avançou: “Se Muscat fosse Merkel (chanceler da Alemanha) ou Macron (Presidente da França), teríamos a casa cheia”.

“O Parlamento é totalmente ridículo”, repetiu antes de ser interrompido pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani. “Por favor, senhor presidente. Você pode criticar o Parlamento, mas a Comissão não vai controlar o Parlamento. É o Parlamento que tem que controlar a Comissão”, afirmou Tajani.

“Há apenas alguns membros para controlar a Comissão. Você é ridículo”, afirmou Juncker, de acordo com o “EUobserver”. Tajani respondeu com raiva pedindo o uso de “uma linguagem diferente”, declarando que eles não são “ridículos”. Juncker disse que nunca mais iria “a uma reunião deste tipo”.

“A Comissão está sob o controlo do Parlamento, mas o Parlamento tem que respeitar até mesmo as presidências de países menores”, acrescentou o chefe da Comissão da União Europeia, referindo-se a Malta, o estado mais pequeno da União Europeia. Juncker foi o primeiro-ministro do Luxemburgo durante 18 anos, um país com pouco mais de 550 mil habitantes.

No mês passado, os deputados também foram criticados quando Hilda Heine, presidente das Ilhas Marshall, falou sobre a mudança climática e a ameaça que esta representa para o seu país em frente a uma sala plenária quase vazia.