Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Oposição venezuelana quer realizar referendo não oficial sobre plano de Maduro

John Moore

A votação, que provavelmente será rejeitada pelo Governo, está marcada para 16 de julho, duas semanas antes da eleição da Assembleia Constituinte, convocada por Maduro cujo objetivo é reescrever a Constituição

A coligação democrática venezuelana, que inicia o quarto mês de protestos nas ruas contra o governo socialista, que descreve como ditadura, prepara uma votação simbólica contra o plano de Maduro, no dia 16 de julho.

"Pretende-se demonstrar que o país não quer esta farsa [Assembleia Constituinte] ", afirma fonte da oposição, citada pela Reuters.

A data para o referendo não oficial, que provavelmente será rejeitado pelo Governo, antecede em duas semanas a eleição nacional proposta por Maduro para o dia 30 de Julho. O Presidente venezuelano pretende garantir uma Assembleia Constituinte com poderes para reformar a carta constitucional e substituir várias instituições.

De acordo com uma pesquisa recente da Datanalisis, sete em cada dez venezuelanos opõem-se a que seja reescrita a Constituição, reformada pelo antigo líder, Hugo Chavez, em 1999.

Nicolas Maduro, sucessor de Chavez, diz que a Assembleia é a única maneira de trazer paz para a Venezuela, após a morte de 84 civis em torno de conflitos antigovernamentais desde abril.

Os seus opositores dizem que tudo não passa de uma artimanha do Partido Socialista (PSUV) para consolidar o poder e evitar uma eleição livre convencional, que pesquisas revelam poderia representar a derrota de Maduro.

As próximas eleições presidênciais estão previstas para o final de 2018, mas os manifestantes exigem que estas sejam antecipadas.

Os dois candidatos mais prováveis para representar a oposição seriam Henrique Capriles e Leopoldo Lopez, mas o primeiro foi impedido de ocupar cargos e o segundo encontra-se preso em Caracas.

A oposição também procura soluções para uma crise económica esmagadora, defende a liberdade para centenas de ativistas presos, e exige independência para a Assembleia Nacional controlada pelo governo de Maduro. O Presidente diz que os opositores pretendem um golpe de estado, com o apoio dos EUA.