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Internacional

Museus e monumentos nacionais voltaram a ter entrada gratuita aos domingos

O Museu dos Coches é um dos mais visitados do país

Nuno Botelho

As entradas nos museus, palácios e monumentos nacionais voltam a ser gratuitas a partir deste domingo até às 14h00, como tinha anunciado há um mês, no Parlamento, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes

As entradas nos museus, palácios e monumentos nacionais voltam a ser gratuitas aos domingos, a partir deste domingo, até às 14h00, como tinha anunciado há um mês, no parlamento, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

A medida fora suspensa pelo anterior governo, em 2014, altura em que as entradas passaram a ser gratuitas apenas no primeiro domingo de cada mês, durante todo o dia, tendo então a Direção-Geral do Património Cultural criado um bilhete destinado às famílias numerosas.

A data de regresso da gratuitidade foi assinalada numa visita do ministro da Cultura ao Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, que também marcou o primeiro centenário desta instituição.

Na ocasião foi também apresentada a obra "Museu Nacional Machado de Castro 100 anos/100 obras", numa seleção e abordagem do poeta João Miguel Fernandes Jorge, com prefácio do ministro da Cultura, que destaca o valor do acervo e do edifício, classificado como monumento nacional, "que reflete dois mil anos de edificado histórico urbano da cidade de Coimbra", entre o Criptopórtico romano e a mais recente intervenção do edifício, feita pelo arquiteto Gonçalo Byrne.

"Medida emblemática"

No parlamento, quando questionado sobre o regresso da gratuitidade, que estava a ser estudada, Luís Filipe Castro Mendes disse que se tratava de uma "medida emblemática para os portugueses conhecerem mais e melhor os museus".

Em novembro do ano passado, foi aprovada na Assembleia da República, na especialidade, uma proposta do PCP de alteração da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017, que determinava a reposição da gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais, nos domingos e feriados, até às 14h00, para todos os cidadãos residentes em território nacional.

Em janeiro, em declarações à Lusa, Luís Filipe Castro Mendes tinha garantido que a medida seria aplicada "com certeza" este ano.
"É difícil aplicar a lei, na medida em que há uma diretiva europeia que não permite o que está previsto na lei [aprovada no ano passado, no parlamento], que é restringir aos residentes em Portugal essa gratuitidade", comentou na altura.