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Trump sobre a Coreia do Norte: “Honestamente, acabou-se a paciência”

STR/AFP/Getty Images)

Estados Unidos querem “resposta firme” ao programa nuclear e balístico da Coreia do Norte, mas norte-americanos ainda não conseguiram, juntamente com os sul-coreanos, definir uma estratégia para lidar com o país

O Presidente norte-americano garantiu esta sexta-feira que o seu país está a perder a paciência com a Coreia do Norte no que diz respeito ao seu programa nuclear.

“A paciência estratégica com o regime norte-coreano terminou. Honestamente, acabou-se a paciência”, avisou Donald Trump. “O nosso objetivo é a paz, a segurança e a estabilidade na região. Mas os Estados Unidos (EUA) defender-se-ão sempre e nós defenderemos sempre os nossos aliados.”

Embora o líder sul-coreano, Moon Jae-In, tenha realçado que o diálogo com o regime norte-coreano é a melhor forma de travar o programa nuclear e balístico, Coreia do Sul e EUA não conseguiram definir uma estratégia conjunta sobre a melhor forma de lidar com Pyongyang.

Trump deixou claro que não irá continuar a diplomacia com um regime “perigoso e brutal” que “não tem respeito pela vida humana”. “Os programas nuclear e balístico desse regime exigem uma resposta firme”, sublinhou.

Os norte-americanos estão a trabalhar com a Coreia do Sul, Japão e outros parceiros no sentido de alcançar um conjunto “de medidas diplomáticas, económicas e de segurança” e incentivaram “outras potências regionais e todas as nações responsáveis” - uma indireta à China - a juntarem-se a estes esforços. Trump considera que Pequim, aliado da Coreia do Norte, ainda não se envolveu o suficiente.

As ações do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que tem realizado vários testes com mísseis nos últimos meses, são olhadas pelos EUA com apreensão. E a revolta dos norte-americanos cresceu com a detenção de Otto Warmbier, estudante americano detido na Coreia do Norte, que regressou a casa em coma no início do mês, acabando por morrer.