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Expresso

Internacional

Iraque recupera mesquita onde o Daesh declarou o califado há três anos

MOHAMED EL-SHAHED

Esta é uma vitória simbólica para as tropas iraquianas que combatem o autoproclamado Estado Islâmico pela reconquista de Mossul, iniciada há oito meses com o apoio dos EUA

O Exército iraquiano tomou posse esta quinta-feira da mesquita de Mossul, onde o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) declarou o califado em 2014. A tomada de Grand-al-Nuri - construída há 850 anos - é uma vitória simbólica para as tropas iraquianas na reconquista de Mossul.

Na semana passada, a mesquita foi destruída à bomba pelos próprios terroristas islâmicos. O minarete Al-Hadba, onde a bandeira negra do Daesh permanecia hasteada desde junho de 2014, também foi destruído.

As autoridades do Iraque esperam que a longa batalha por Mossul termine nos próximos dias, uma vez que os combatentes do Daesh já só controlam alguns bairros da Cidade Velha.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi já “emitiu instruções para levar a batalha à sua conclusão”. O porta-voz militar iraquiano, Yahya Rasool, disse à televisão estatal iraquiana que o “Estado fictício caiu”.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a queda de Mossul marcaria o fim da metade iraquiana do califado dos jiadistas, embora o grupo ainda controle o território a oeste e a sul da cidade. As forças armadas iraquianas estimam que cerca de 350 militantes do Daesh ainda ocupem a zona.

Uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos está a fornecer apoio aéreo e terrestre às forças iraquianas que lutam nas ruas estreitas dade Mossul. As tropas têm sob controlo a área da mesquita e os bairros de Al-Habda e Sirjkhana, e continuam a avançar, refere um comunicado militar. No entanto, esse avanço tem sido uma tarefa árdua, uma vez que os elementos do Daesh escondem-se entre os civis e tem recorrido a emboscadas, snipers e ataques suicidas.

Além de vítimas militares, estima-se que muitos milhares de civis estejam mortos. Segundo os grupos de ajuda, cerca de 900 mil pessoas fugiram da guerra, refugiando-se em campos ou junto de família e amigos. Estes encontram-se numa situação extrema de fome, falta de água e de medicamentos.