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Coreia do Norte pede execução da ex-Presidente sul-coreana

JEON HEON-KYUN/EPA

Pyongyang reage a notícia de plano sul-coreano para assassinar Kim Jong-un. “Declaramos que vamos impor a pena de morte à traidora Park Geun-hye e ao ex-diretor dos serviços secretos… criminosos do terrível terrorismo patrocinado pelo Estado que chocou e pressionou o complô hediondo para ferir o líder norte-coreano”, avança um comunicado da agência de notícias da Coreia do Norte, KCNA

A Coreia do Norte emitiu uma ordem de execução da ex-Presidente sul-coreana, Park Geun-hye, e do seu antigo chefe de espionagem, Lee Byung-ho, acusando-os de tentativa do assassínio do líder norte-coreano Kim Jong-un.

A agência de notícias da Coreia do Norte, a KCNA, avançou esta quinta-feira que as "revelações mostraram" que Park havia criado um plano para executar o "líder supremo" norte-coreano. Agora o país decreta a "pena de morte à traidora Park Geun-hye". De acordo com a "Al Jazeera", a KCNA não revelou a fonte de informação, embora um jornal japonês tenha noticiado esta semana que Park tinha aprovado um plano, em 2015, para derrubar o regime do líder norte-coreano Kim Jong Un.

A Agência Nacional de Serviços Secretos da Coreia do Sul (NIS) afirma que as notícias sobre o alegado plano para matar Kim Jong-un "não têm fundamento".

"Declaramos que vamos impor a pena de morte à traidora Park Geun-hye e ao ex-diretor dos serviços secretos… criminosos do terrível terrorismo patrocinado pelo Estado que chocou e pressionou o complô hediondo para ferir o líder norte-coreano", declara um comunicado da KCNA.

"Declaramos que, caso os Estados Unidos e as forças da Coreia do Sul tentem novamente atos de terrorismo contra a liderança norte-coreana… vamos impor uma punição séria sem aviso prévio", acrescenta. A agência de notícias diz que a decisão foi comunicada em conjunto pelo Ministério da Segurança de Estado, o Ministério da Segurança do Povo e o Ministério Público Central.

Em maio, a Coreia do Norte acusou a CIA dos EUA e a NIS de serem autores de outro plano para assassinar Kim Jong-un empregando armas bioquímicas.

A ex-Presidente foi afastada do cargo em março, após um escândalo de corrupção, e encontra-se detida em Seul, capital da Coreia do Sul, a aguardar julgamento. Há 18 acusações contra Park, o primeiro líder democraticamente eleito do país a ser removido do cargo, incluindo extorsão, suborno e abuso de poder.