Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Síria: Quase 100.000 civis retidos em Raqa, segundo a ONU

Getty

“Com a intensificação dos ataques aéreos e dos combates no solo, o número de vítimas civis aumenta e as vias de fuga fecham-se umas atrás das outras”, afirmou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos

A ONU estima que quase 100.000 civis estejam retidos em Raqa, principal bastião do grupo extremista Estado Islâmico na Síria cercado pelo grupo armado Forças Democráticas da Síria.

"Com a intensificação dos ataques aéreos e dos combates no solo, o número de vítimas civis aumenta e as vias de fuga fecham-se umas atrás das outras", afirmou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos num comunicado.

Dados recolhidos pelo Alto Comissariado indicam por outro lado que "pelo menos 173 civis, numa estimativa prudente, foram mortos em combates desde 1 de junho", lê-se num comunicado.

As Forças Democráticas da Síria, uma aliança de milícias curdas e árabes, lançaram uma ofensiva para tomar Raqa aos jiadistas no princípio de junho.

Situada no norte da Síria junto ao rio Eufrates, Raqa foi proclamada há três anos "capital" do "califado" reclamado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) em partes do território sírio e iraquiano.

Antes da guerra, a cidade contava cerca de 300.000 habitantes, na maioria árabes sunitas, mas também cristãos arménios e curdos.

"Os bombardeamentos das últimas três semanas contra Raqa deixaram os civis num estado de terror e confusão quanto à possibilidade de encontrar refúgio entre as atrocidades cometidas pelo Daesh e os combates acesos para os derrotar", afirmou o Alto-Comissário, Zeid Ra'ad Al Hussein, citado no texto.

Al Hussein apelou às partes em conflito que apliquem medidas que criem rotas de fuga seguras para os civis.