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Internacional

Parlamento alemão vota legalização do casamento homossexual

ODD ANDERSEN/GETTY

Diploma tem o apoio da oposição socialista e conta com a liberdade de voto aos deputados conservadores, dada pela chanceler Angela Mekel

O Parlamento alemão vota na sexta-feira a legalização do casamento homossexual no país, um diploma que tem o apoio da oposição socialista e conta com a liberdade de voto aos deputados conservadores, dada pela chanceler alemã, Angela Mekel.

O líder da oposição, Martin Schulz, opositor de Merkel, anunciou a votação parlamentar e, em resposta, Angela Merkel defendeu que o debate deve ser feito com base num "voto de consciência", independentemente das crenças partidárias dos deputados.

Em abril de 2001, a Holanda tornou-se no primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e desde então, 12 países europeus seguiram o exemplo, entre os quais a Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha (com exceção da Irlanda do Norte), Luxemburgo e Irlanda, na sequência de um referendo.

A grande maioria dos países da Europa Oriental, dos quais a Lituânia, Letónia, Polónia, Eslováquia, Roménia e Bulgária, não autorizaram nem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem a união de facto.

Vários países da Europa Ocidental permitem ainda a adoção conjunta por casais do mesmo sexo seja em contexto de casamento ou união civil, como Holanda, Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França e Reino Unido.

A Alemanha aprovou a união de facto por casais homossexuais em 2001, e embora a maior parte dos países da Europa permitam o casamento entre pessoas do mesmo género, o partido conservador de Merkel permaneceu resistente à alteração da lei até agora.