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Merkel acolhe reinício das negociações do acordo de livre comércio com os EUA

Alexander Koerner/GETTY

Também o secretário norte-americano do Comércio voltou a garantir a disponibilidade do país para reiniciar as negociações sobre Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento

Depois da recente abertura manifestada pelos EUA, a chanceler alemã defendeu esta terça-feira o reinício das negociações entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos sobre um acordo de livre comércio.

“Devemos retomar as negociações em torno de um acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. A série de problemas que surgem só podem ser tratados em conjunto, através de relações comerciais estruturadas”, declarou a chanceler alemã num encontro organizado pela União Democrática Cristã (CDU).

Também o secretário norte-americano do Comércio, Wilbur Ross, voltou a garantir a disponibilidade do país para reiniciar as negociações sobre Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP). “Devo dizer isto de uma forma mais explícita: nós, como principais parceiros comerciais, deveríamos ter um acordo de livre comércio”, afirmou Ross durante uma intervenção no debate por videoconferência. Já no mês passado, este responsável tinha defendido, em declarações aos media nacionais, que era importante retomar as negociações do acordo.

Após vários anos de conversas em torno do TTIP, os trabalhos foram interrompidos na sequência da eleição de Trump. Desde essa altura multiplicaram-se trocas de acusações entre os dois países.

No final de maio, a chanceler alemã defendeu, durante um comício, que os “europeus teriam que ser agora donos do seu próprio destino”, insinuando que já não havia motivos para confiar nos EUA (com a eleição de Trump) e no Reino Unido (na sequência do Brexit).

Pouco depois, o Presidente norte-americano criticou a política comercial e militar da Alemanha, sublinhando que os EUA saíam prejudicados desta relação. “Temos um défice comercial enorme com a Alemanha, além de que eles pagam muito menos do que deveriam na NATO e militarmente. Muito mau para os EUA. Mas isto vai mudar”, escreveu na altura Trump na sua conta no Twitter.

O Presidente norte-americano cumpriu também uma das suas promessas e retirou o país do Tratado TransPacífico de Comércio Livre, pouco depois de ter tomado posse em janeiro.