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Expresso

Internacional

Homem com deficiência motora obrigado a arrastar-se para embarcar num avião

O pequeno aeroporto não tinha elevador e, por razões de segurança, os funcionários da companhia aérea não podiam deixar embarcar quem não conseguisse subir as escadas para o avião sem ajuda

Hideto Kijima, 44 anos, têm o corpo paralisado da cintura para baixo. Desloca-se numa cadeira de rodas e, por isso mesmo, teve dificuldades em embarcar num voo da Vanilla Air, uma companhia aérea japonesa low cost. No pequeno aeroporto da ilha de Amami não havia elevador para transportar o homem da pista até o avião. Os funcionários, por razões de segurança, também não estavam autorizados a carregar alguém pelas escadas. Mas Hideto Kijima resolveu a situação.

Deixou a cadeira de rodas de lado, apoiou-se nos braços e fez força. Subiu 17 degraus. Recusou que os amigos com que viajava o carregassem ao colo ou em cima da cadeira. “Tive simplesmente que os ignorar e continuar a subir ou não poderia regressar a Osaka. Nunca pensei que seria impedido de voar porque não consigo andar. É uma violação dos direitos humanos”, escreveu Hideto Kijima.

Durante vários minutos, os funcionários tentaram demover Hideto Kijima, mas sem sucesso. Tudo aconteceu no início do mês, a 5 de junho, mas agora a história veio a público depois da companhia aérea ter reconhecido o erro e se ter desculpado.

“Pedimos desculpa pela experiência desagradável. Gostaríamos também de esclarecer que estamos a tomar medidas para melhorar o serviço”, disse Akihiro Ishikawa, porta-voz da Vanilla Air, citado pela Associeted Press. Por agora, está disponível uma cadeira disponível para transportar as pessoas com mobilidade reduzida da pista para o avião, algo que até agora não acontecia.

Segundo a BBC, Hideto Kijima é o responsável por uma organização sem fins-lucrativos que pretende chamar à atenção para os problemas de acessibilidade para os turistas no Japão. Apesar das dificuldades ocasionais, já passou por mais de 200 aeroportos em 158 países e assegurou que nunca foi impedido de entrar num avião.

Segundo a companhia aérea, o aeroporto de Amami é o único onde a transportadora opera em que não existe elevadores para pessoas em cadeira de rodas.