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Expresso

Internacional

Novo ataque informático atinge vários países

RITCHIE B. TONGO

São várias as empresas que se dizem vítimas de um vírus, que pode ser uma versão modificada do WannaCry. Governo suíço diz que se trata do vírus Petya, responsável pelo ciberataque a vários sistemas mundiais de computadores, em 2016

Várias empresas em todo o mundo estão a informar que foram alvo de ataque cibernético. Na Ucrânia surgiram as primeiras a relatar problemas, nomeadamente ministérios, incluindo a Presidência do Conselho de Ministros, o banco central, o metropolitano, a distribuidora nacional de energia e o principal aeroporto de Kiev. O governo suíço diz que se trata de um vírus ransomware, conhecido como Petya (diminutivo russo de Pedro) e que já atacou vários sistemas mundiais de computadores em 2016.

Reagindo às notícias, um porta-voz do Governo ucraniano diz que a situação está a ser seguida com muita atenção.

Por sua vez, em declarações ao correspondente da agência Interfax na Ucrânia, o ministro da Energia assegurou que a rede elétrica continua a funcionar com normalidade. “Neste momento, os técnicos estão a tentar perceber as razões desta interferência e o nível de ameaça. Estamos a tomar medidas para impedir a perda de informação e de eventuais danos sobre os nossos sistemas”, disse o governante.

Segundo o “The Verge”, o ataque afetou a parte elétrica da central nuclear de Chernobyl. A monitorização da radiação está a ser feita de forma manual.

Chegam denúncias de outros países, como Espanha e França, onde a empresa de materiais de construção St Gobain confirmou ter sido vítima. Os relatos multiplicam-se, com a agência governamental suíça a afirmar que, além da Ucrânia, são empresas russas, britânicas e indianas as mais afetadas.

Citado pela BBC, um especialista informático da Universidade de Surrey afirmou que, ao que tudo indica, parece estar em causa, de facto, um ataque ransomware, semelhante ao wannacry.

Segundo Alan Woodward, o vírus desta terça-feira “parece ser uma variante do que surgiu em maio passado”.

Na Rússia, há a indicação de que a petrolífera Rosneft foi atacada. A empresa especializada em segurança informática com sede em Moscovo, Group-IM, disse à Reuters que suspeitava de um ataque coordenado com alvos na própria Rússia e na Ucrânia.

Na Dinamarca, a empresa de transporte Maersk adiantou que os seus sistemas informáticos estão em baixo.

“O importante agora é ver como se propaga o vírus, para avaliar a sua dimensão”, considerou na Argentina o diretor da IOActive Tecnologia, César Cerrudo, citado pelo “El País”. O especialista acredita, no entanto, que após o ataque de maio, o mundo está melhor preparado para responder a um ataque deste género.