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Internacional

Casa Branca acusa Síria de estar a preparar novo ataque químico

EUA e aliados atribuem ataque de abril com armas químicas ao governo Assad, que desmente as alegações

MOHAMED AL-BAKOUR / AFP / Getty Images

Administração Trump diz ter identificado “potenciais preparações” para um novo ataque com armas químicas e avisa Bashar al-Assad que vai “pagar caro” se o concretizar

O governo norte-americano diz ter identificado “potenciais preparações” para um novo ataque com armas químicas na Síria, avisando o governo de Bashar al-Assad que vai pagar “um preço alto” caso o plano se concretize.

Ao cair da noite de segunda-feira em Washington, madrugada desta terça-feira em Portugal, a administração de Donald Trump disse que as atividades detetadas na Síria são semelhantes às que as autoridades norte-americanas identificaram antes do ataque químico atribuído pelo Ocidente ao governo Assad em abril, que levou o Presidente dos EUA a ordenar um ataque com mísseis contra uma base da Força Aérea síria.

Em comunicado, a administração Trump disse que “outro ataque com armas químicas pelo regime Assad” irá resultar “no homicídio em massa de civis” e acrescentou: “Como declarámos previamente, os Estados Unidos estão na Síria para eliminar o Estado Islâmico do Iraque e da Síria [Daesh]. Se, contudo, o sr. Assad conduzir outro ataque em massa com recurso a armas químicas, ele e o seu exército irão pagar um preço alto.”

No Twitter, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, acrescentou que a Rússia e o Irão, os grandes aliados do governo de Assad, serão responsabilizados caso esse ataque ocorra. “Quaisquer futuros ataques contra o povo da Síria serão atribuídos a Assad mas também à Rússia e ao Irão por lhe darem apoio na matança do seu próprio povo”, sublinhou.

O Presidente sírio continua a negar que as suas forças tenham estado por trás do ataque com gás sarin na cidade de Khan Sheikhoun, no noroeste da Síria, em abril, um que provocou dezenas de mortos, sobretudo civis, incluindo várias crianças. Na sequência desse ataque, e sob ordens de Donald Trump, navios da Marinha norte-americana dispararam 59 mísseis-cruzeiro Tomahawk contra a base de Shayrat, na província de Homs, sob acusações ao regime de armazenar ali as suas armas químicas.

O mais recente aviso ao governo sírio surge numa altura de crescentes tensões na região entre os EUA e a Rússia, depois de o Kremlin ter anunciado que ia passar a tratar qualquer avião da coligação anti-Daesh liderada pelos norte-americanos no espaço aéreo sírio como um “potencial alvo”, na sequência do abate de um avião militar sírio há uma semana.