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Internacional

Pelo menos 15 mortos e mais de 100 desaparecidos em deslizamento de terras na China

STRINGER/EPA

Mais de 110 pessoas permanecem desaparecidas e mais de 60 casas ficaram soterradas

Helena Bento

Jornalista

Pelo menos 15 pessoas morreram na sequência de um deslizamento de terras ocorrido no sábado na província de Sichuan, no sudoeste da China, de acordo com o mais recente balanço oficial do número de vítimas. Mais de 110 pessoas permanecem desaparecidas.

O incidente ocorreu depois da parte mais alta de uma montanha na região do Tibete ter caído sobre a aldeia de Xinmo, por volta das 6h00 de sábado (23h00 de sexta-feira em Lisboa), bloqueando uma secção de dois quilómetros de um rio e soterrando cerca de 1.600 metros de estrada. Mais de 60 casas ficaram soterradas, “cobertas de lama e rochas”, escreve o britânico “The Guardian”, citando a televisão estatal chinesa CCTV.

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, reagiu ao sucedido, manifestando a sua “tristeza” pela perda de vidas humanas e devastação.

Mais de 300 operacionais foram enviados inicialmente para o local com equipamentos para participar nas buscas de sobreviventes, segundo Tang Limin, porta-voz do governo provincial de Sichuan. Atualmente, são mais de 500 os operacionais a participar nas buscas, incluindo a polícia.

Um casal e um bebé foram resgatados no sábado e transportados de imediato para o hospital. Foi encontrado um quarto sobrevivente entre os escombros, mas ainda não há notícias sobre o seu paradeiro e estado de saúde. Num local turístico como Xinmo, poderá haver turistas entre os mortos e desaparecidos, mas não há ainda qualquer informação sobre isso.

Nesta época do ano, são frequentes as chuvas torrenciais na China e é comum a ocorrência de inundações, derrocadas e outras catástrofes motivadas por fenómenos meteorológicos.

Nas províncias de Hunan e Hubei, no centro da China, as inundações provocadas pelas chuvas dos dois últimos dias afetaram cerca de 466.500 pessoas e causaram pelo menos dois mortos, informou a Xinhua.