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Pedro Sánchez anuncia oposição radical ao PP sem detalhar o seu projeto

O secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol promete criar um espaço de coordenação de partidos da oposição para desmontar as políticas do Partido Popular

O regressado secretário-geral do Partido Socialista Operário Espanhol designou o PP como principal inimigo e anunciou oposição sem tréguas ao Governo de Mariano Rajoy. Indicou como primeiro objectivo procurar uma maioria parlamentar alternativa que permita destituir o primeiro-ministro conservador. Se não conseguir, promete reverter as principais reformas do Executivo.

Esta foi a primeira declaração de Sánchez, que reivindica a esquerda mas não especificou as políticas que pensa impulsionar no Parlamento. No domingo, 70,5% dos cerca de mil delegados que participaram no Congresso deste fim-de-semana apoiaram a direção de 49 membros proposta pelo líder socialista.

Após duas derrotas eleitorais, em dezembro de 2015 e junho de 2016, o líder socialista tenta evitar o avanço, à esquerda, do Podemos de Pablo Iglesias. Nunca se colocara tão perto dos indignados das manifestações de 15 de maio de 2011, uma mobilização que refletiu o mal-estar contra os partidos tradicionais e deu origem ao Podemos.

“Diz-se que somos o novo PSOE, mas somos o PSOE de sempre, o PSOE que governa, que não teme a mudança e que vai ganhar as próximas eleições”, proclamou diante de 8500 militantes reunidos na Feira de Madrid e da maioria dos líderes territoriais do PSOE. Faltaram a presidente da Andaluzia, Susana Díaz (derrotada por Sánchez nas primárias de 21 de maio) e o das Astúrias, Javier Fernández, que presidia à Comissão de Gestão que conduziu o partido desde outubro, data da demissão de Sánchez do seu anterior mandato.

As crítica de Sánchez ao PP foram bem recebidas. ”Os nossos inimigos são os que violam e atacam a Constituição e a põem ao serviço dos interesses partidários. É o que faz este Governo. Este Governo corrói tudo o que toca, a começar pela Constituição”, disse Sánchez. Promete procurar uma “maioria parlamentar alternativa que acabe com esta era negra de governo de direita”. Sánchez não crê no triunfo de uma moção de censura a Rajoy, considerando mais realista abrir “um espaço de coordenação parlamentar para desmantelar as piores reformas do PP”.