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“Uma devastadora tormenta de chamas”: como o mundo olha para Pedrógão Grande

Paulo Cunha / Lusa

De Portugal à China, passando pelo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Qatar, a tragédia que matou pelo menos 62 pessoas é acontecimento em todo o mundo

O vizinho “El Mundo” destaca “uma devastadora 'tormenta de chamas'”, recorrendo à expressão utilizada pelo secretário de Estado da Administração Interna português, Jorge Gomes. O “El País” refere “uma das maiores tragédias da história recente do país luso”. A Associated Press fala em “tragédia máxima” e dá conta de uma “enorme parede de fumo espesso e chamas vermelhas e vivas”, o “The New York Times” noticia “um incêndio florestal violento”.

A tragédia em Pedrógão Grande já chegou à imprensa internacional. De Portugal à China, passando pelo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Qatar, vários são os meios de comunicação que acompanham os incêndios em Portugal.

Muitos destacam a aprovação portuguesa de três dias de luto nacional. “Portugal declara três dias de luto nacional na sequência do aumento do número de vítimas mortais” (ABC News, com a Associated Press) e “Luto declarado na sequência do aumento do número de vítimas mortais” (Al Jazeera) são alguns dos títulos escolhidos para ilustrar a tragédia. Também a agência chinesa Xinhua refere que “o Governo português declarou o estado de emergência na zona de incêndio e também três dias de luto nacional, de domingo a terça-feira”.

Mas a maioria dos jornais internacionais ainda não atualizou o número de vítimas mortais, referindo 62 - em vez de 61, como corrigiu esta tarde o primeiro-ministro, António Costa. O número seria novamente atualizado na noite de domingo, registando uma subida do número de mortos para 62.

“Trovoadas secas” acompanhadas por “raios que provocam faíscas ao tocar a superfície”, “ventos descontrolados” e “um incêndio impossível de controlar” são algumas das referências que podem ser encontradas na “Globo”. O “The New York Times” relata que “várias casas ficaram destruídas pelas chamas” e que a televisão portuguesa mostrou imagens de “pessoas a deixar as suas casas nas primeiras horas de domingo”.