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Líder trabalhista diz que desalojados do incêndio de Londres deveriam ir viver para casas vazias dos ricos

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, visitou esta quinta-feira as vítimas do incêndio na torre Grenfell, reunidas na igreja de São Clemente

Getty

Proposta foi avançada esta sexta-feira por Jeremy Corbyn, que defende a “posse administrativa” das casas devolutas de pessoas ricas no bairro de Kensington

O líder do Partido Trabalhista defende que as famílias que perderam as suas casas no incêndio da torre Grenfell, em Londres, na madrugada de quarta-feira, deveriam ser realojadas nas propriedades devolutas de pessoas ricas no bairro de Kensington.

Numa altura em que o atual Governo do Partido Conservador já prometeu realojar estas famílias naquela zona da capital britânica, Jeremy Corbyn defendeu esta manhã que a “posse administrativa” destas propriedades seria a melhor forma de cumprir essa promessa.

“A zona [norte] afetada pelo incêndio, é, penso eu, a mais pobre do bairro [de Kensington] e deveria ser tomada posse administrativa das propriedades [da zona sul] – se necessário – para garantir o realojamento dessas pessoas nessa zona”, disse o líder do Partido Trabalhista.

“Não é aceitável que existam em Londres moradias e apartamentos de luxo devolutos quando temos famílias desalojadas e pobres a precisarem de uma casa para viver. Temos de resolver este problema”, acrescentou Corbyn.

O incêndio consumiu a torre Grenfell, um edifício com 24 andares e 120 apartamentos localizado em North Kensington, onde viviam entre 400 e 600 pessoas. O número confirmado de mortos é de 17, mas as autoridades britânicas assumem que seja muito superior. Esta manhã, o tabloide “The Sun¨ contabiliza ainda um total de 65 pessoas desaparecidas, admitindo-se que muitas delas tenham sido carbonizadas pelas chamas.

  • Porque ardeu a torre Grenfell?

    Por enquanto, ninguém sabe ao certo como foi possível que um edifício residencial da capital britânica, com 120 apartamentos e entre 400 e 600 moradores, tivesse ardido por completo provocando a morte de, pelo menos, 12 pessoas, numa altura em que muitas outras continuam desaparecidas. Moradores estavam instruídos, em caso de incêndio, para esperar pelo socorro dentro de casa