Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Trump investigado por possível obstrução à justiça

JONATHAN ERNST / REUTERS

A investigação está a ser realizada pelo procurador especial que lidera o inquérito sobre a possível ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, em 2016, Robert Mueller

O Presidente norte-americano, Donald Trump, está a ser investigado por eventual obstrução à justiça, noticiou na quarta-feira o jornal “Washington Post”.

A investigação está a ser feita pelo procurador especial que lidera o inquérito sobre a possível ingerência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, em 2016, Robert Mueller. Este procurador tinha sido nomeado para o caso russo depois da demissão fulminante, em maio, do então diretor da polícia federal (FBI, na sigla em Inglês), James Comey, que depois garantiu que Trump, antes de o destituir, lhe tinha pedido que “deixasse passar” as investigações sobre os vínculos do seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, com Moscovo.

Saber se Trump tem feito obstrução à justiça na investigação sobre a alegada interferência russa é uma questão que passou a fazer parte do inquérito de Mueller, segundo o jornal de Washington. O procurador independente Robert Mueller, antigo chefe do FBI, está a interrogar os chefes dos serviços de informações para determinar se Trump tentou travar ou bloquear o inquérito que até agora incidia sobre aquela interferência, bem como sobre um possível conluio entre os próximos de Trump e os dirigentes russos, segundo o jornal, que cita fontes anónimas.

Este alargamento da investigação é um “ponto de viragem”, sublinha o Washington Post, que acrescenta que os investigadores também procuram eventuais delitos financeiros entre os colaboradores do milionário norte-americano.

Trump tinha-se congratulado na semana passada pelas declarações de Comey, que afirmou que o Presidente norte-americano não estava a ser objeto de inquérito pelo FBI no quadro da questão russa, enquanto esteve a dirigir a polícia federal. Mas, ainda segundo as fontes da publicação, a situação mudou “rapidamente depois da demissão de Comey”, em 9 de maio.

Robert Mueller foi nomeado procurador especial para este assunto para garantir a independência do inquérito na semana seguinte, em 17 de maio.