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Schäuble diz que Portugal é um caso de sucesso dos programas de resgate

Sean Gallup/Getty Images

O ministro alemão das Finanças diz que Portugal é um caso de sucesso dos programas de resgate e que a prova disso é que o país está em condições de pagar antecipadamente 10 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional

Susana Frexes

Correspondente em Bruxelas

À entrada para a reunião do Eurogrupo, que está a decorrer no Luxemburgo, o ministro alemão das Finanças citou o programa de resgate português como um caso de sucesso.

Wolfgang Schauble falava do pedido que o Governo português tinha feito na última reunião de ministros das Finanças, para que os credores europeus autorizassem o país a pagar ao FMI cerca de 10 mil milhões de euros.

“Enviei o pedido de Portugal ao parlamento alemão, que tem de o aceitar, mas estou certo de que não haverá nenhum problema”, disse o ministro alemão aos jornalistas, acrescentando que “isto [o pedido] prova que o programa de Portugal é uma história de sucesso”.

Wolfgang Schauble dava o exemplo de Portugal antes de falar do resgate grego que hoje domina a agenda dos ministros do Euro. Espera-se que até ao final do dia fechem mais uma etapa do terceiro programa de assistência à Grécia e aprovem uma nova tranche - que poderá ultrapassar os oito mil milhões de euros - a transferir para Atenas. Fora da discussão fica uma decisão final sobre o alívio da dívida grega.

A 23 de maio, Portugal tinha pedido aos restantes 27 ministros europeus das Finanças - que são também credores do resgate português através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira - autorização para pagar primeiro ao FMI cerca de dez mil milhões de euros.

De acordo com fonte ouvida pelo Expresso, o pedido português foi já discutido pelo grupo de trabalho do Eurogrupo, onde terá tido um apoio generalizado, e que hoje foi também transmitido aos 19 ministros durante a reunião. No entanto, no caso de alguns países - como a Alemanha - é necessário o “ok” dos parlamentos nacionais.

Desde 2015, Portugal já devolveu ao Fundo Monetário Internacional mais de 14 mil e quinhentos milhões de euros de um total de 26 mil milhões que a instituição colocou no resgate.