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Incêndio de Londres em direto: duas meninas portuguesas estão fora de perigo

TOBY MELVILLE

Há quatro portugueses feridos, entre os quais duas meninas que começaram por ter prognóstico reservado. O incêndio atingiu do segundo até ao 24.º e último piso da torre Grenfell, mas os bombeiros só confirmaram ter resgatado pessoas até ao 11.º andar. Há seis mortos confirmados, mas o número de vítimas deverá ser muito superior

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12h47 Polícia metropolitana indicou que a avaliação do edifício concluiu que a sua estrutura mantém-se estável.

12h40 Os últimos dados avançados pelo Serviço de Ambulâncias de Londres dão conta de 74 feridos a receberem assistência hospitalar, 20 em estado crítico. Segundo comandante dos bombeiros, Dany Cotton, os seus operacionais sofreram apenas “ferimentos ligeiros”.

12h39 A primeira-ministra Theresa Say declarou estar “profundamente abalada pela trágica perda de vidas na torre Grenfell”.

12h23 Os últimos dados dão conta de 64 pessoas hospitalizadas.

12h15 As duas meninas portuguesas internadas na sequência do incêndio de hoje num prédio em Londres, de 11 e 13 anos, estão fora de perigo, embora continuem em observação médica, disse fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Dez portugueses habitavam em três apartamentos do prédio que ficou destruído pelas chamas. Os restantes portugueses encontram-se bem. Chegou a falar-se de um quarto apartamento habitado por portugueses no prédio, mas não se confirmou, disse o porta-voz da Secretaria de Estado à agência Lusa.

12h05 “Haverá muitas questões a surgir nos próximos dias relativas à causa desta tragédia e eu quero assegurar aos londrinos que nós vamos ter todas as respostas” afirmou o mayor Sadiq Khan

11h19 As autoridades britânicas acabam de anunciar que há 6 mortos confirmados, mas o número de vítimas deverá ser muito superior. “Neste momento eu posso confirmar seis mortos, mas este número deverá subir durante o que se prevê venha a ser uma complexa operação de recuperação de vários dias. Muitos estão a receber assistência médica”, indicou Stuart Cundy, comandante da política metropolitana.

11h Uma newsletter enviada aos residentes em maio indicara que o sistema de deteção de fumo havia sido melhorado e alargado e que em caso de incêndio na torre deveriam permanecer dentro dos seus apartamentos, a menos que fogo tivesse ocorrido no seu interior.

10h18 “Vivo a 10 minutos a pé do local. O jardim está cheio de cinzas por causa do incêndio”, relatou à agência Lusa o português Paulo Gouveia

9h58 Várias residentes indicam que não ouviram alarmes e que deram conta do fogo pelos gritos dos vizinhos.

9h54 Um engenheiro está a analisar a estabilidade do edifício, perante a hipótese de desabamento, mas a comissária dos bombeiros Dany Cotton refere que por enquanto consideram que existem condições para as equipas de socorro continuarem a operar no local

9h46 Cerca de 500 pessoas habitavam nos 120 apartamentos existentes na torre Grenfell.

9h40 Duas crianças portuguesas estão internadas com prognóstico reservado na sequência do incêndio que fustigou na madrugada desta quarta-feira a torre londrina de Grenfell , enquanto os pais foram assistidos, mas estão bem, disse fonte da Secretaria de Estado das Comunidades à agência Lusa.

Esta era a terceira família portuguesa residente no prédio que faltava ainda localizar, esclareceu a mesma fonte. Segundo o porta-voz da Secretaria de Estado das Comunidades, as duas meninas estão em avaliação clínica.

Três famílias de portugueses e mais dois portugueses residiam no prédio informou a cônsul-geral de Portugal na capital britânica. Joana Gaspar adiantou à agência Lusa que os restantes portugueses já foram contactados pelo consulado e estão bem, embora tenham perdido as suas casas.

As chamas causaram “vários mortos”, segundo os bombeiros, e pelo menos 50 feridos que foram transportados para cinco hospitais.

O incêndio deflagrou esta madrugada, à 1h15 (mesma hora em Lisboa) na torre Grenfell, numa zona próxima de Notting Hill, atingindo desde o segundo até ao 24.º e último piso, segundo referiram os bombeiros, que confirmaram ter conseguido retirar as pessoas que habitavam até ao 11º andar.

Não há informações sobre as possíveis causas do fogo.

Cerca de 120 apartamentos existiam na torre construída que havia sido alvo de amplas obras de remodelação ao longo de dois anos e que haviam sido concluídas em 2016. As obras passaram por intervenções no revestimento exterior do edifício e no sistema de aquecimento centralizado.

A comissária dos bombeiros, Dany Cotton, indicou existirem “vários mortos”, não conseguindo contudo quantificar o número de vítimas devido à “dimensão e complexidade” do edifício. “Isto é um incidente sem precedentes. Eu sou bombeira há 29 anos e nunca vi nada desta dimensão” afirmou aos jornalistas.

Testemunhas ouviram pessoas dos pisos superiores a gritar que não conseguiam sair dos seus apartamentos porque estava demasiado fumo nos corredores.

Os habitantes de edifícios das imediações estavam a ser retirados devido ao risco de serem atingidos por destroços. Há receios de que o edifício possa colapsar. A linha do metropolitano que passa naquela zona foi encerrada.

Cerca de 200 bombeiros apoiados por 24 viaturas foram destacados para o local. O edifício fora construído em 1974.