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Internacional

Cerca de 200 democratas processam Trump por corrupção

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Cerca de 200 parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos vão processar Donald Trump, acusando-o de violar a Constituição dos Estados Unidos, ao receber pagamentos de governos estrangeiros através dos seus negócios

Cerca de 200 parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos uniram forças para processar judicialmente o presidente Donald Trump, no tribunal distrital dos EUA em Washington, DC, esta quarta-feira.

Os congressistas acusam Trump de violar a Constituição dos Estados Unidos, ao receber pagamentos de governos estrangeiros através dos seus negócios. A cláusula em questão proíbe a recepção de presentes sem o consentimento do Congresso.

Na segunda-feira, procuradores gerais do Distrito de Columbia e do estado de Maryland apresentaram a sua ação judicial contra o presidente dos Estados Unidos, alegando que este violou leis contra a corrupção ao receber pagamentos e benefícios de governos estrangeiros desde que assumiu as suas funções, a 20 de janeiro.

Sean Spicer, secretário de imprensa e diretor de comunicações do presidente Donald Trump, disse que a “política partidária” poderia estar por trás do processo dos procuradores gerais.

O departamento de justiça recusou-se a comentar o último acordo dos legisladores, mas disse anteriormente que é inconstitucional processar o presidente na sua capacidade privada.

“O presidente Trump tem conflitos de interesse em pelo menos 25 países e parece que está a usar a presidência para maximizar os sues lucros”, disse o deputado John Conyers, citado pela agência Reuters. “Nós fazemos isso não pela sensação de prazer ou partidarismo, mas porque o presidente Trump deixou-nos sem outra opção”, acrescentou.

“O fracasso do presidente em informar-nos sobre esses emolumentos significa que não podemos fazer o nosso trabalho. Não podemos concordar com o que não sabemos. Ele está a interferir no nosso dever constitucional”, acrescenta o senador Richard Blumenthal.

Funcionários do estado e empresas privadas estão a processar Donald Trump em casos semelhantes. Em janeiro, a Citizens for Responsability and Ethics em Washington, uma organização não-governamental, moveu um processo similar.

Os advogados do presidente argumentaram que o artigo da Constituição destina-se apenas a impedir que os funcionários federais aceitem um tratamento ou presente especial de uma potência estrangeira e não se aplica a pagamentos como uma conta para um quarto de hotel.

Segundo avança a BBC, este é o maior número de parlamentares que já processaram um presidente dos Estados Unidos, sendo que pelo menos 30 senadores e 166 rdeputados estão envolvidos no processo.