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Serviços Secreto dos EUA garante não ter gravações feitas na Casa Branca

Revelação surge em resposta a um pedido do “The Wall Street Journal”, tendo o jornal salientado que não fica excluida a possibilidade de existirem gravações das conversas entre o Presidente dos EUA e o ex-diretor do FBI, James Comey, feitas por outra entidade

O Serviço Secreto dos EUA garantiu esta segunda-feira que não possui qualquer gravação ou transcrições de fitas gravadas dentro da Casa Branca, revelação que não exclui que existam outras com as conversas do Presidente com o ex-diretor do FBI.

Aquela agência fez a revelação em resposta a um pedido feito pelo The Wall Street Journal, ao abrigo da legislação sobre liberdade de informação.

O jornal salientou que a revelação não exclui a possibilidade de gravações, feitas por outra entidade, das conversas entre Donald Trump e James Comey.

Trump tem sido pouco falador sobre a existência eventual de gravações das suas conversas privadas com Comey, que foi despedido pelo presidente em maio.

Em maio, Trump admitiu a possibilidade de existência de gravações e disse a jornalistas, na semana passada, que iria discutir a sua eventual existência "muito em breve".

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse hoje que seria feito o anúncio "quando o Presidente estiver pronto para o fazer".

Comey sugeriu no seu muito seguido testemunho no Senado, na última semana, que qualquer gravação iria apoiar o seu relato sobre as conversas com Trump, acrescentando "Meu Deus! Espero que existam gravações".

O Serviço Secreto geriu os sistemas de gravação dentro da Casa Branca durante as anteriores presidências.

O pedido do The Wall Street Journal visava gravações ou transcrições de gravações feitas depois de 20 de janeiro na Casa Branca. Fonte da agência respondeu que nos seus registos não havia qualquer informação relativa ao pedido.

Uma porta-voz de Trump, Sarah Huckabee Sanders, afirmou na semana passada que ignorava se a Casa Branca tinha algum sistema de gravação e sugeriu aos jornalistas que inquirissem o Serviço Secreto sobre questões relacionadas com segurança.

Inquirida sobre se ela própria iria procurar saber, respondeu, a brincar, dizendo que iria "procurar debaixo das camas".

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