Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Atentados recentes levam britânicos a virar-se para aulas de defesa pessoal

ODD ANDERSEN / AFP / Getty Images

“Com bombardeamentos e tiroteios as pessoas tendem a pensar que não podem fazer nada. Mas com o tipo de ataque que vimos na Ponte de Londres, com os assassinos a deambularem pelas ruas com facas, há a sensação, correta, de que podem”, diz um instrutor de uma academia de combate

A afluência dos britânicos a aulas de defesa pessoais disparou em sequência dos atentados terroristas ocorridos na Grã-Bretanha nos últimos três meses, segundo refere um artigo do “The Times”.

Uma escola refere que os contactos para inscrições aumentaram dez vezes após o atentado do passado dia 6 na Ponte de Londres e no Mercado Borough, que causou oito mortos e dezenas de feridos.

“Com bombardeamentos e tiroteios as pessoas tendem a pensar que não podem fazer nada. Mas com o tipo de ataque que vimos na Ponte de Londres, com os assassinos a deambularem pelas ruas com facas, há a sensação, correta, de que podem”, refere Reece Coker, instrutor-chefe de uma academia de combate.

A academia indica que desde que o terrorista Khalid Massod efetuou o atentado, atropelando pessoas e depois esfaqueando um polícia em Westminster, em março, os contactos para inscrições aumentaram em 70%.

No último atentado em Londres, populares e funcionários de um restaurante terão evitado que o número de vítimas fosse mais alto ao terem feito frente aos três terroristas.

As indicações que as entidades oficiais estão a dar aos britânicos em caso de atentado não vão, contudo, no sentido de lutarem contra os terroristas, aconselhando-os antes a procurarem fugir, esconder-se e alertarem as autoridades.