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Mais três detidos no âmbito da investigação ao atentado em Londres

Carl Court

Ao todo, 17 pessoas já foram interrogadas pela polícia desde o ataque de sábado à noite que causou oito mortos e 48 feridos. Dessas, cinco continuam detidas

A equipa da polícia metropolitana que está a investigar o ataque de sábado à noite em Londres fez mais três detenções durante buscas no leste da capital que envolveram vários agentes armados, na quarta-feira à noite. De acordo com a BBC, dois homens foram detidos sob suspeita de “ofensas terroristas” e um terceiro por posse de droga.

Ao todo, 17 pessoas já foram detidas para interrogatório desde que três homens — já identificados pelos serviços de segurança — abalroaram pedestres na ponte de Londres ao cair da noite de sábado, antes de abandonarem a carrinha branca em que seguiam para atacarem transeuntes com facas. Os três foram abatidos pela polícia no local, não sem antes provocarem oito mortos e 48 feridos. Do total de detidos, cinco continuam sob custódia policial.

Esta quinta-feira de manhã, em pleno dia de ida às urnas no Reino Unido, a polícia londrina informou que, ontem, executou buscas em Ilford, onde capturou dois homens que eram alvo de mandados de detenção por suspeitas de ligações ao ataque. Um desses homens, de 27 anos, foi detido sob suspeita de estar a preparar atos terroristas, bem com o segundo, de 29 anos, que estaria prestes a executar um novo atentado naquele subúrbio. Um terceiro, de 33 anos, foi detido sob acusações de “intenção para venda controlada de drogas”, avançou a polícia metropolitana em comunicado.

O número de mortos no ataque foi atualizado ontem para oito, depois de a polícia ter recuperado do rio Tamisa o corpo do cidadão francês Xavier Thomas, 45 anos. Entretanto, o chefe do Governo de Espanha anunciou que vai homenagear Ignacio Echeverría, 39 anos, que morreu a defender uma mulher na rua perto do mercado de Borough, com a medalha de prata da Ordem de Mérito Civil. Echeverría era natural de Madrid e trabalhava no HSBC em Londres. Uma outra vítima do ataque também já foi identificada como Sebastien Belanger, outro francês, que tinha acabado de assistir à final da Liga dos Campeões com os amigos num pub quando foi morto por um dos atacantes.

A juntar a estes, o ataque vitimou as australianas Sara Zelenak e Kirsty Boden, a canadiana Chrissy Archibald, o londrino James McMullan e o francês Alexandre Pigeard. Também ontem, o Serviço Nacional de Saúde britânico avançou que 29 dos 48 feridos continuam internados em hospitais de Londres, dez deles em estado crítico.

No rescaldo do ataque, a polícia avançou ao público a identidade dos três suspeitos mortos no local do atentado — Youssef Zaghba, um italo-marroquino de 22 anos que vivia no leste de Londres; Khuram Butt, um britânico de ascendência paquistanesa, de 27 anos, que vivia em Barking; e Rachid Redouane, de 30 anos, que também vivia em Barking. A ex-mulher de Redouane, Charisse O'Leary, declarou entretanto aos jornalistas que se sente “profundamente chocada, entristecida e torpe” com o que o ex-marido fez.

À BBC, numa vídeochamada a partir de Bolonha, Itália, onde vive atualmente, a mãe de Zaghba disse que acredita que o filho se radicalizou no Reino Unido e não no Médio Oriente. Na entrevista, questionou porque é que o filho não estava a ser vigiado no Reino Unido tal como foi alvo de vigilância em Itália quando lá vivia. No início da semana, a polícia londrina já tinha sentido a necessidade de defender a decisão de suspender uma investigação a Khuram Butt em 2015. Fonte da polícia italiana confirmou à BBC que Zaghba foi colocado na lista de suspeitos de terrorismo que o país partilha com outros, incluindo com o Reino Unido.

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