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Em direto: “Vamos ao trabalho!” May anuncia Governo com apoio dos unionistas da Irlanda do Norte

Apesar da vitória amarga nas legislativas de ontem, Theresa May continua no poder. A primeira-ministra conservadora vai formar um Governo minoritário. Tendo perdido a maioria absoluta que herdou de David Cameron, privilegiará acordos com o Partido Unionista Democrático, da Irlanda do Norte, para assegurar a governabilidade.

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Resultados (todos os 650 círculos eleitorais apurados)

Conservadores - 318 deputados
Trabalhistas - 262 deputados

Partido Nacional Escocês (SNP) - 35 deputados
Liberais Democratas - 12 deputados
Partido Unionista Democrático (Irlanda do Norte) - 10 deputados
Sinn Féin (republicanos, Irlanda do Norte) - 7 deputados

Plaid Cymru (nacionalistas, País de Gales) - 4 deputados
Partido Verde - 1 deputado
Independentes - 1 deputado

Speaker da Câmara dos Comuns - 1 deputado
UKIP - 0 deputados

18h20 Encerramos aqui o acompanhamento em direto. Obrigado por ter estado desse lado.

18h18 Theresa May queria esticar a maioria, mas acabou a perdê-la. Foi uma vitória amarga a que o seu Partido Conservador alcançou nas eleições, mergulhando o país, a Europa e os mercados num período de “incertezas fascinantes” que pode levar tempo a descodificar. À hora do almoço desta sexta-feira, a primeira-ministra anunciou que vai tentar coligar-se com os Unionistas Demócraticos, com o aval da Rainha e as negociações de bastidores a decorrerem desde a madrugada. Os trabalhistas já prometeram apresentar um programa rival para chamar a si a maioria parlamentar. Pode ler mais AQUI.

15h26 O que May disse (ou não disse) sobre o acordo com os unionistas:

“O país precisa, mais do que nunca, de certezas, e tendo garantido o maior número de votos e o maior número de lugares [no Parlamento], resulta claro que só os partidos Conservador e Unionista têm a legitimidade e a capacidade de proporcionar estas certezas, através de uma maioria na Câmara dos Comuns.”

“Ao fazê-lo, continuaremos a trabalhar com nossos amigos e aliados no Partido Democrático Unionista em particular.

Nossos partidos têm mantido uma estreita relação ao longo de vários anos, e isto dá-me confiança em crer que seremos capazes de trabalhar juntos pelos interesses de todo o Reino Unido.”

13h08 Foi breve o discurso de Theresa May após o encontro com a rainha. “Vou formar Governo. O Governo que vou formar dará certezas e levará o Reino Unido para a frente neste período crucial para o nosso país. O Governo conduzirá o país nas negociações do Brexit, que começam dentro de dias, para cumprir a vontade expressa pelo povo de tirar o Reino Unido da União Europeia”, disse a primeira-ministra,

A dirigente conservadora também teve palavras para o combate ao “terrorismo e ao extremismo islamita”, prometendo dar poderes à polícia e às autoridades para essa luta. Mas falou, ainda, de justiça social, prometendo criar oportunidades e “construir um país em que ninguém nem nenhuma comunidade fique para trás”

Reivindicando o direito de governar, mesmo sem maioria absoluta, May recordou que a sua força política teve mais votos e elegeu mais deputados do que os adversários. Referindo-se-lhe pelo nome completo de Partido Conservador e Unionista, disse que só esta formação tem “legitimidade e capacidade” para formar o próximo Executivo e que é com os unionistas da Irlanda do Norte, “amigos e aliados”, que pretende contar, até porque já há “uma relação forte” entre ambos os partidos.

“Agora, ao trabalho!”, rematou, sem responder a perguntas.

12h50 Theresa May já saiu do Palácio de Buckingham e falará ao público à porta do n.º 10 de Downing Street, sua residência oficial. Esteve reunida com a rainha cerca de um quarto de hora, para lhe propor um governo minoritário conservador apoiado pelos unionistas norte-irlandeses.

12h44 Embora não se ponha a hipótese de Isabel II rejeitar a pretensão de Theresa May, é natural que a rainha faça perguntas à primeira-ministra. A soberana é experiente nas lides políticas: embora não seja democraticamente eleita e não tenha poderes executivos, May é o 13.º chefe de Governo com quem lida. No trono desde 1952, Isabel II foi coroada durante o mandato do conservador Winston Churchill. Seguiram-se-lhe Anthony Eden (conservador), Harold Macmillan (conservador), Alec Douglas-Home (conservador), Harold Wilson (trabalhista), Edward Heath (conservador), James Callaghan (trabalhista), Margaret Thatcher (conservadora), John Major (conservador), Tony Blair (trabalhista), Gordon Brown (trabalhista), David Cameron (conservador) e Theresa May (conservadora). Blair, Cameron e May já nasceram durante o longo reinado de Isabel II, o mais comprido da história do país.

12h34 A Sky News informa que May poderá anunciar a composição do Executivo ainda hoje. É clara a vontade da primeira-ministra de dar ao país um sinal de estabilidade e normalidade, após uma noite eleitoral nada normal em que a solidez do seu Governo foi abalada.

12h26 Theresa May já está a chegar ao Palácio de Buckingham, onde pedirá licença (formal) à rainha Isabel II para tentar formar um governo minoritário, sustentado por um pacto com os unionistas da Irlanda do Norte.

12h11 A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, celebrou o facto de o Partido Nacional Escocês (SNP) ter sido o mais votado na sua região, somando mais deputados do que todos os outros partidos juntos. Reconheceu, porém, “perdas dececionantes” (caiu de 56 para 35 deputados), nomeadamente os deputados Angus Robertson, líder da bancada parlamentar em Westminster, e Alex Salmond, ex-primeiro-ministro escocês, a quem Sturgeon chamou “amigo e mentor”.

A líder escocesa vai “refletir” sobre o caminho a tomar, mas não explicou se a quebra eleitoral põe em causa o segundo referendo à independência, que pediu a Londres e que Theresa May recusou realizar antes do Brexit. “Depois de 36 horas sem dormir, não é momento de tomar decisões precipitadas”, desculpou-se, embora admita que o referendo teve um papel nos resultados de 8 de junho.

Censurando a primeira-ministra por ter convocado eleições “colocando os interesses do seu partido à frente dos do país”, para 11 dias antes do suposto início das negociações do Brexit, Sturgeon realçou o “descaramento [dos conservadores] em acusar os outros de instabilidade”.

12h07 “Theresa May convocou esta eleição por mera arrogância e vaidade”, acusou o líder dos Liberais Democratas, Tim Farron, esta tarde. Depois de prestar homenagem aos deputados liberais que não foram reeleitos, nomeadamente o seu antecessor Nick Clegg, Farron atacou fortemente a governante: “Se tivesse uma pinga de respeito por si mesma, demitia-se”. Reiterou ainda que o seu partido não entrará em pactos ou alianças de governo.

11h54 Enquanto esperamos pela reunião de Theresa May com Isabel II, recordemos os números de ontem, uma vez que o sistema de círculos uninominais com apenas uma volta distorce a representatividade. A percentagem nacional de votos não corresponde forçosamente à fatia de deputados que elege.

Assim, a diferença de 57 deputados entre o Partido Conservador (318) e o Partido Trabalhista (261) é maior do que a distância que os separa em votos (42,4%-40%). E se o Partido Nacional Escocês (SNP, independentista) obtém a terceira maior bancada em Westminster (35 deputados), fá-lo com apenas 3% dos votos, ao passo que os 7,4% obtidos pelos Liberais Democratas só lhes garantem 12 assentos. É que o sistema eleitoral favorece partidos com apoio concentrado geograficamente, caso evidente do SNP, de forte pendor regionalista.

Da mesma forma, os 1,8% de votos do eurocético UKIP não chegam para eleger representantes, mas os 0,9% dos unionistas norte-irlandeses (DUP) valem dez deputados e fizeram deste partido o fiel da balança que poderá garantir o futuro de Theresa May. O também norte-irlandês Sinn Féin (republicano) soma 0,7% e sete lugares. Se os Verdes, com 1,6%, só têm uma deputada, os nacionalistas galeses, com 0,6%, elegem quatro parlamentares.

11h40 A negociação da noite passada para conservadores e unionistas (DUP) chegarem a acordo teve em Jeremy Corbyn um grande motor. Não pela ativa, já que o líder trabalhista não participou nessas conversas, mas pela passiva: os unionistas norte-irlandeses têm a maior aversão a Corbyn, uma vez que ele e o seu braço-direito, John McDonnell (ministro-sombra das Finanças) têm boas relações com o Sinn Féin (republicano e nacionalista, rival do DUP) e, no passado, foram tolerantes (demasiado, pensam alguns) com o Exército Republicano Irlandês (IRA), que praticava o terrorismo. A prioridade do DUP foi evitar que um fracasso de May na tentativa de formar Governo abrisse a porta a um primeiro-ministro Corbyn. “O que temos dito repetidas vezes aos deputados trabalhistas mantém-se: enquanto aceitarem ser liderados por um fã do IRA, excluem-se do n.º 10 [de Downing Street, residência oficial do líder do Executivo]”, disse fonte unionista ao diário “The Guardian”.

11h05 Se as eleições não custaram o lugar a Theresa May, o mesmo não se pode dizer de Paul Nuttall. O líder do Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP, eurocético) sucumbe à perda do único deputado que alguma vez teve em Westminster. O UKIP ficou 1,8% dos votos, quando há dois anos tivera 12,7%.

Nuttal estava no cargo desde novembro de 2016. Após a vitória das suas ideias no referendo de 23 de junho desse ano sobre a saída da UE, a demissão do carismático Nigel Farage deixou o partido órfão. Sucedeu-lhe Diane James, eleita pelos militantes, mas que renunciou ao fim de 18 dias, sem sequer ter tomado posse. Pelo meio ainda houve cenas de pugilato que levaram um candidato a líder, Steven Woolfe, a abandonar o partido. Nuttall foi a escolha que se seguiu.

“Nunca pensei que dirigira o partido em três eleições intercalares e umas legislativas num período frenético de seis meses. Queria pelo menos um ano de calma para refundar e reconstruir as estruturas do partido”, explicou hoje, ao anunciar a demissão. Agora considera que “o novo UKIP refundado tem de ser lançado, para que comece uma nova era com um novo líder”. Abre-se, pois, a terceira disputa pela liderança em menos de um ano, numa formação que foi vítima do seu próprio êxito: obtido o Brexit, deixou de ter propósito.

10h45 A primeira-ministra conservadora chegou a acordo com o Partido Unionista Democrático (DUP, da Irlanda do Norte) para ensaiar uma aliança que lhe permita manter-se no cargo. As conversações terão tido início na noite de ontem, quando o evoluir da contagem de votos tornou evidente que o Partido Conservador não teria maioria absoluta e que o DUP ia aumentar a sua representação parlamentar. A soma dos 318 deputados conservadores com os 10 unionistas fica um lugar acima do limiar da maioria na Câmara dos Comuns.

10h17 Theresa May vai ao Palácio de Buckingham às 12h30 pedir à Rainha que a autorize a tentar formar governo.

10h15 Steve Baker, diretor do Grupo de Investigação Europeia, uma influente organização pró-Brexit, garante que continua a apoiar May. "A minha opinião fulcral é que é essencial que os deputados conservadores apoiem Theresa May como primeira-ministra e que tornem possível a formação de um governo o mais estável possível", disse esta manhã ao "The Guardian". Antes de o atual governo conservador ter ativado o artigo 50.º do Tratado de Lisboa em março, inaugurando formalmente o processo de saída da UE, Baker desempenhou um papel preponderante na coordenação de esforços pró-Brexit entre os deputados conservadores para manter o partido unido diante desse desafio.

09h57 Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, lembra ao Reino Unido que o relógio não parou e que as negociações do Brexit têm de continuar. No Twitter declarou: "Façam o vosso melhor para evitar um 'não-acordo' resultante de não haver negociações."

09h53 David Miliband, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros no governo trabalhista de Gordon Brown (2007-2010), em tempos aspirante à liderança do movimento de centro-esquerda, expressou surpresa e satisfação com o resultado inesperado das eleições. "Tão bom que o Brexit brutal foi rejeitado", escreveu no Twitter

09h46 Enquanto crescem rumores sobre um possível acordo entre o Partido Conservador e o Partido Unionista Democrático (DUP), um deputado desta formação da Irlanda do Norte esboça condições para viabilizar um Governo de Theresa May (ou, pelo menos, do seu partido).

Nigel Dodds, líder da bancada unionista na Câmara dos Comuns, reeleito ontem em Belfast Norte, afirma que o DUP só apoiará os conservadores se a Irlanda do Norte sair da UE com o resto do país, sem estatutos especiais que mantenham a região ligada à União.

“Isso criaria tarifas e barreiras entre a Irlanda do Norte e o nosso maior mercado, que é o resto do Reino Unido. Vamos centrar-nos nas circunstâncias especiais, na geografia e em certos sectores económicos da Irlanda do Norte, mas insistindo sempre nessa ideia. Um estatuto especial dentro da União Europeia é um disparate”, disse Dodds, rejeitando uma ideia que é cara ao partido rival do DUP, o nacionalista Sinn Féin, que defende a unificação da Irlanda do Norte com a República da Irlanda.

O DUP conquistou 10 dos 18 assentos norte-irlandeses (tinha oito no Parlamento anterior), ficando o Sinn Féin com sete (ganhou três) e mantendo-se o restante nas mãos a unionista independente Sylvia Hermon. Em todo o caso, os deputados eleitos pelo Sinn Féin nunca chegam a tomar posse, para não terem de jurar lealdade à rainha. Assim, a maioria absoluta cai, na prática, de 326 para 322 deputados, o que viabiliza, pelo menos aritmeticamente, o pacto Conservadores-DUP.

09h41 O responsável da UE pelas negociações do Brexit, Michel Barnier, diz que as conversações devem começar quando o Reino Unido estiver pronto, mas relembra que o prazo de dois anos para concluir o processo de saída (até março de 2019) se mantém, bem como a postura de Bruxelas

09h13 Tories e DUP: uma coligação condenada antes de nascer? A líder do Partido Unionista Democrático (DUP), com o qual os conservadores deverão tentar formar governo, pareceu sugerir, tal como os trabalhistas, que Theresa May deve assumir a derrota e demitir-se.

"Ela vai ter dificuldades em sobreviver dado que, no início da campanha, que parece ter começado há tanto tempo, assumiu que ia voltar com uma centena ou mais [de votos] em termos da sua maioria", disse Arlene Foster à BBC Radio Ulster, assim que a contagem provisória dos votos começou a descortinar a ausência de qualquer maioria partidária. "Ainda é muito cedo para dizer o que vamos fazer, temos de ver qual é a composição final do parlamento e refletir sobre isso. Haverá contactos durante o fim-de-semana mas ainda é muito cedo para definir o que vamos fazer."

09h06 Em declarações aos seus apoiantes na sede de campanha do Partido Trabalhista, Corbyn declarou vitória esta manhã apesar de ter ficado atrás dos conservadores. "Apresentámos as nossas políticas, políticas fortes e cheias de esperança, e conseguimos obter uma reposta incrível do público. Penso que é muito claro quem ganhou estas eleições", disse à BBC.

Questionado sobre se pretende formar governo, respondeu: "Estamos preparados para servir as pessoas que depositaram a sua confiança em nós." Também voltou a exigir que May assuma a derrota, após ter perdido maioria, e que abdique da chefia do governo. "Foi decisão dela convocar estas eleições, era o nome dela que estava em causa; disse que o fez para garantir um governo forte e estável. Ora, esta manhã, não me parece que haja um governo forte, não me parece que haja um governo estável, não me parece um governo que tenha qualquer espécie de programa político."

Também acrescentou: "O meu partido firmou um aumento incrível de votos, conquistou assentos por todo o país, em todas as regiões deste país e na Escócia e em Gales. Penso que toda a gente no Partido Trabalhista, e toda a gente que ontem apoiou o Partido Trabalhista — jovens, os mais velhos e os que estão pelo meio — devem estar muito orgulhosos pelo que conseguimos alcançar."

08h57 Corbyn tem a agradecer aos jovens. Os resultados provisórios mostram que a participação eleitoral entre as camadas mais jovens do eleitorado britânico, nomeadamente dos eleitores com entre 18 e 34 anos, aumentou 12 pontos percentuais para 56% em relação às eleições de 2015. Assim sugere uma sondagem à boca de urna da NME/The Stream, levada a cabo junto de 1354 pessoas, que confirma que uma maioria dos eleitores mais novos optou pelo Partido Trabalhista, com 60% dos inquiridos com menos de 35 anos a dizerem que votaram no partido de Jeremy Corbyn. Esse número sobe para 66% entre os britânicos na casa dos 18-24 anos, que também votaram no Labour. 36% dos que participaram na sondagem votaram pela primeira vez ontem e metade desses foram às urnas com um amigo ou familiar, admitindo que o Brexit foi um fator decisivo na hora de decidirem onde pôr a cruz.

Mike Williams, o diretor da revista de música NME, mais orientada para um público jovem, diz: "Houve muita conversa durante esta corrida eleitoral sobre se os eleitores mais jovens iam dar-se ao trabalho de sair de casa e votar. Fizeram-no em elevados números e a um nível que não era registado no Reino Unido há vários anos. Aqui na NME estamos incrivelmente orgulhosos de ver isto, mais uma prova de que os jovens do Reino Unido estão envolvidos de forma massiva na política em 2017."

08h49 Jeremy Corbyn voltou a falar esta manhã ao eleitorado, para garantir que o Partido Trabalhista "está pronto a servir este país". Disse que as negociações do Brexit vão ter de avançar e que ele quer uma saída da União Europeia que dê primazia ao emprego. Também disse que adiar as negociações com Bruxelas — que à partida têm de estar concluídas até março de 2019 — não está nas mãos do Reino Unido e voltou a pressionar May para que se demita.

08h45 "Partido Trabalhista está pronto a formar governo". Quem o diz é John McDonnell, chanceler-sombra, do principal partido da oposição, que em entrevista à SkyNews criticou esta manhã os planos de May para tentar formar governo com o DUP, uma "coligação do caos". "Sempre dissemos que, independentemente das circunstâncias, estávamos prontos para servir o país e para formar um governo. Na nossa posição seria um governo minoritário e a forma de fazermos isso acontecer é apresentarmos o nosso próprio discurso da Rainha e o nosso próprio Orçamento e esperar que outros partidos votem a favor."

Numa outra entrevista, à Rádio 4 da BBC, McDonnell acrescentou: "Não os vejo a conseguirem aguentar-se juntos. Se eles de facto tentarem formar coligação com o DUP então perdoem-me a expressão mas alguém a usou durante a campanha — seria uma 'coligação do caos', tanto quanto consigo antecipar. Não vejo um governo estável a sair dali."

08h39 Fontes bem colocadas do Partido Conservador já confirmaram esta manhã que Theresa May não vai abdicar do cargo de primeira-ministra. O plano é tentar formar governo com o Partido Unionista Democrático (DUP), que conseguiu eleger dez deputados na Irlanda do Norte e que, dessa forma, garantiria a May uma maioria qualificada no parlamento.

"Ganhámos a maioria dos assentos e a maioria dos votos", disse uma fonte dos Tories. Alguns ministros, contudo, estão furiosos com a primeira-ministra, avançam os media locais, e é provável que tentem obter dela algumas concessões para continuarem a apoiar a sua liderança. O Partido Trabalhista de Corbyn deverá continuar a pressioná-la para que se demita, sob o argumento de que convocou estas eleições para reforçar a maioria conservadora e o seu mandato negocial do Brexit e que, em vez disso, acabou a perder mais de dez deputados

08h30 Martin Schulz — o ex-presidente do Parlamento Europeu, socialista, que está empenhado em destronar Angela Merkel da chancelaria nas eleições federais alemãs em Outubro — anunciou no Twitter que já telefonou a Jeremy Corbyn para marcarem encontro " num futuro próximo". Dado que, para já, não está bem colocado nas sondagens — angaria apenas 24% das intenções de voto contra 39% para a CDU de Merkel — "é provável que esteja mais à procura de conselhos do que a oferecer ajuda", aponta o "The Guardian". Contudo, e considerando a aposta do centro-esquerda na Alemanha em aproximar-se dos trabalhistas, " o anúncio não deixa de enviar um signal significativo"

08h18 Ainda há quatro assentos por declarar — Kensington, Cornwall North, Cornwall South East e St. Austell & Newquay. Já nenhum partido vai conseguir a maioria

07h47 O ex-ministro da Coroa Gus O'Donnell diz que a líder do seu partido vai ter de permanecer no cargo mas que o resultado lastimoso vai dificultar-lhe muito a tarefa de negociar o Brexit. À BBC, O'Donnell disse esta manhã: "A primeira-ministra tem de continuar a ser primeira-ministra para já. Penso que as negociações do Brexit vão ser não-existentes. São precisos dois lados para negociar. A UE vai dizer 'estamos a negociar com quem? Será esta uma primeira-ministra que vai ficar no cargo durante muito tempo? Qual é a posição deles [britânicos]?'." O que vamos ter, acrescenta, é "muitos processos e pouca substância durante bastante tempo" em Bruxelas. "Eventualmente chegaremos a um ponto em que os dois anos de prazo definido pelo artigo 50.º vão aproximar-se do fim, algo que só pode ser alargado se os 27 Estados-membros o aprovarem com unanimidade. Isto é muito bom para os 27. Eles vão ameaçar-nos com 'OK, se não há acordo então vocês estão fora, gerem-se pelas regras da Organização Mundial do Comércio'. Isto é muito mau para nós, não são boas notícias para a nossa posição a favor do Brexit."

07h39 Nigel Farage quer voltar à política. Dado que nenhum dos partidos conseguiu garantir uma maioria simples dos votos, o líder do UKIP aproveita a onda e diz que "não tem alternativa" que não regressar ao ativo na política. Farage, que foi líder do partido anti-UE e anti-imigração entre 2006 e 2009 e novamente entre 2010 e 2016, tinha abandonado o cargo no rescaldo da vitória do Brexit há um ano — e já tinha voltado à liderança interina do UKIP em outubro, depois de a sua sucessora, Diane James, ter abdicado do posto apenas 18 dias depois de ter sido escolhida para o substituir. O homem que acabaria por ficar ao leme do partido, Paul Nuttall, não conseguiu vencer o assento por Boston e Skegness a que se candidatou — classificado como "a capital do Brexit" pelo "The Guardian". "Acho que o grande choque desta noite tem tudo a ver com personalidade", declarou Farage. "Os eleitores do UKIP querem alguém que fale por eles. Corbyn pareceu confortável na sua pele", ao contrário de May, cuja credibilidade ficou "seriamente danificada" neste plebiscito

07h27 Ian Austin, do Partido Trabalhista, conseguiu manter o seu assento por Dudley North com uma curta maioria de 22 votos sobre o principal rival, o conservador Les Jones. O UKIP, o partido eurocético e anti-imigração que, em 2015, tinha angariado 9113 votos naquele círculo eleitoral, recolheu apenas 2144 votos desta vez

07h16 Zac Goldsmith reavê controlo de Richmond Park. Apenas seis meses depois de ter perdido o assento para a liberal democrata Sarah Olney, candidatando-se como independente, Goldsmith volta a ser eleito deputado pelo Partido Conservador

07h12 A opinião do editor de política da revista "The Economist": "Não vejo como é que os conservadores podem governar quando estão tão profundamente divididos quanto ao Brexit. Eles são, em si mesmos, uma coligação caótica"

07h04 O deputado conservador Nigel Evans resumiu à BBC o espírito com que o partido encara esta vitória: “Não demos um tiro no pé. Demos um tiro na cabeça”.

06h45 As negociações do Brexit estavam marcadas para 19 de abril, como a abertura do novo Parlamento. Mas terá o Reino Unido um Governo estável nesse dia, para poder dialogar com Bruxelas?

06h40 Também a Escócia já acabou de contar votos. O Partido Nacional Escocês (SNP, separatista) continua a ser o mais votado nas legislativas na região, com 35 dos 59 deputados que representam a Escócia em Westminster. Perdeu, contudo, 21 dos 56 assentos conquistados em 2015. Nesse ano esmagaram a concorrência, ficando apenas, para amostra, um deputado trabalhista, um conservador e um liberal. Agora, passa a haver 13 conservadores, sete trabalhistas e quatro liberais. O SNP perdeu duas figuras-chave esta noite: o ex-primeiro-ministro regional Alex Salmond e o líder parlamentar Angus Robertson.

06h35 Os resultados do País de Gales já estão completos. Dos 40 deputados que representam esta parte do Reino Unido, os trabalhistas elegeram 28 (mais três do que em 2015), os conservadores oito (tinham 11) e os nacionalistas do Plaid Cymru quatro (subindo um). Os Liberais Democratas perdem o seu único representante galês.

06h27 A única deputada do Partido Verde, Caroline Lucas, foi reeleita no círculo de Brighton Pavilion. Lamentou, contudo, não ter conseguido aumentar a representação do partido, que co-lidera com Jonatham Bartley.

05h31 Quando faltam apurar 28 lugares, já é possível dizer que o próximo Parlamento terá um recorde de deputadas: pelo menos 192. Em 2015 foram eleitas 191 mulheres. São, ainda assim, menos de um terço do total.

04h58 Jeremy Corbyn, a quem muitos auguravam desaires, é afinal o líder trabalhista mais bem-sucedido desde Tony Blair, que governou entre 1997 e 2007. Mesmo perdendo as legislativas, o esquerdista Corbyn ficará, em princípio, com mais deputados do que os eleitos sob Ed Miliband em 2015 (232) ou Gordon Brown em 2010 (258). Além disso, desde a primeira vitória de Blair, há 20 anos, que os trabalhistas não aumentavam a bancada.

04h55 Com os conservadores a conquistar dez lugares na Escócia aos nacionalistas do SNP (de 1 para 11), há quem veja na líder regional do partido, Ruth Davidson, uma alternativa a Theresa May para governar o Reino Unido. Já em 2016, nas regionais, o Partido Conservador arrebatou o segundo lugar ao Partido Trabalhista. Davidson não tem as debilidades de outros potenciais aspirantes à liderança em caso de demissão de May, como o MNE Boris Johnson (desacreditado após a campanha mentirosa do referendo do Brexit), o deputado Michael Gove (idem) ou a titular do interior Amber Rudd, reeleita por escassa margem em Hastings (348 votos). Rudd substituiu May no debate televisivo em que aquela se recusou a participar. Ruth Davidson tem, contudo, um impedimento: não é deputada em Westminster, apenas no parlamento regional escocês.

04h42 A conservadora Annna Soubry, uma das figuras mais pró-UE do partido, foi reeleita em Broxtowe após o que considerou ter sido “uma campanha horrorosa”. Sobre a hipotética demissão de Theresa May, afirmou: “Isso é um assunto para ela... é mau. Penso que está numa posição muito difícil... terá de ponderar a sua posição. É uma noite horrorosa”.

04h40 O conservador Julian Brazier, que representava a cidade de Cantuária (Canterbury) no Parlamento há 30 anos, perdeu para a trabalhista Rosie Duffield. Os conservadores dominavam este círculo há 99 anos.

04h22 Alex Salmond vai deixar a Câmara dos Comuns, num rude golpe para o independentismo escocês. O antigo primeiro-ministro escocês e ex-líder do SNP (nacionalista) perdeu em Gordon para o conservador Colin Clark. Salmond estava no Parlamento desde 2015, depois de ter abandonado o governo regional após a derrota no referendo à independência, iniciativa sua em 2014. Também foi deputado em Westminster entre 1987 e 2010. É uma semana triste para Salmond, que perdeu o pai há dias.

04h16 Está concluído o escrutínio na Irlanda do Norte, que tem 18 assentos em Westminster. O Partido Unionista Democrático (DUP, protestante, defensor da manutenção da província no Reino Unido e partidário do Brexit) elegeu 10 deputados, mais dois do que em 2015. Segue-se o seu rival Sinn Féin (católico e republicano, deseja unir a região à República da Irlanda e é pró-UE), com sete assentos (tinha quatro). O último lugar é para a independente Sylvia Hermon. Esta parlamentar já pertenceu ao Partido Unionista do Ulster (UUP), que perdeu hoje os dois deputados que tinha. Também o SDLP (social-democrata liberal, pró-Irlanda unida e pró-UE) perdeu os três deputados eleitos há dois anos.

03h52 A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Arlene Foster (do partido unionista e conservador DUP), não fecha a porta a acordos com os conservadores de May. Já com Corbyn não quer conversas, acusando-o de ter sido aliado dos terroristas do IRA. Preocupa-a o futuro da região em tempos de Brexit, apesar de o ter defendido.

03h47 Em Vauxhall, bairro de Londres na margem sul do Tamisa, o resultado mostra a pouca importância que o Brexit acabou por ter nestas eleições. A trabalhista Kate Hoey, que defendeu a saída da UE, foi reeleita com 57% neste círculo, que representa desde 1989, apesar de este ser fortemente europeísta (77,6% pela permanência em junho de 2016).

03h44 Com quase dois terços dos lugares atribuídos a participação eleitoral anda pelos 68%. Há dois anos votaram 66,5% dos eleitores.

03h40 A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, líder do SNP, reconhece um resulado “dececionante”, que atribui em parte ao “ressurgimento de Jeremy Corbyn”. Lamenta a perda de deputados independentistas como Angus Robertson, mas realça que o SNP continua a ser o partido mais votado na Escócia.

03h35 Ao líder do eurocético Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP), Paul Nuttall, não bastou sequer concorrer pelo círculo que votou mais fortemente pela saída da UE, Boston and Skegness, no norte de Inglaterra. O chefe do UKIP ficou em terceiro, com 7,7%, atrás dos triunfantes conservadores e dos trabalhistas.

03h28 Reconduzido em Westmorland e Lonsdale, o líder dos Liberais Democratas, Tim Farron, critica os conservadores por terem convocado o referendo do Brexit de 2016 e as legislativas de hoje por conveniência partidária. Propõe que os vários partidos “trabalhem juntos”.

03h22 Reeleita em Maidenhead, a primeira-ministra Theresa May somou 64,8% dos votos. Promete “trabalhar por todos os eleitores” do círculo. Passando à leitura nacional, apela à “estabilidade” e diz que o seu Partido Conservador terá mais votos e mais deputados do que os demais. Não parece disposta a renunciar ao cargo. “A minha determinação é a mesma de sempre.”

03h14 No fim do seu discurso, Corbyn pediu a demissão de Theresa May.

03h12 À entrada para a contagem de votos em Maidenhead, por onde é candidata, os jornalistas perguntam a Theresa May se se vai demitir. A primeira-ministra não responde.

03h10 Jeremy Corbyn, o líder trabalhista, foi reeleito em Islington North (arredores de Londres) com 73% dos votos. Neste que será o seu nono mandato parlamentar, regista uma subida significativa face aos 60% obtidos há dois anos. Nunca tinha havido participação tão alta. Chefe da oposição, afirmou no seu discurso que “a política mudou e não volta à caixa onde estava encerrada”. “As pessoas estão fartas de austeridade, de corte na despesa pública e nos sistemas de saúde e educação”, garante.

03h02 Em Clacton, o único círculo que até agora foi representado pelo eurocético UKIP, o conservador Giles Watling venceu e o UKIP caiu para terceiro, atrás dos trabalhistas. O seu deputado até à dissolução, Douglas Carswell, não se recandidatou e declarou apoio ao partido de May.

02h58 Ben Gummer, muito próximo de Theresa May e co-autor do programa eleitoral conservador, perdeu em Ipswich para a trabalhista Sandy Martin.

02h56 O veterano liberal Vince Cable, que foi ministro da Economia no Governo de coligação Cameron-Clegg, regressa ao Parlamento. Derrotado pelos conservadores em 2015, foi eleito no seu círculo, Twickenham.

02h50 Já em Uxbridge e Ruislip Sul (a norte de Londres), o conservador Boris Johnson foi reeleito. Ministro dos Negócios Estrangeiros, é visto como putativo sucessor de Theresa May se a primeira-ministra vier a renunciar ao cargo. No seu discurso de vitória, elogiou a “resiliência” dos cidadãos da capital face ao terrorismo. “Temos de ouvir os eleitores e as suas preocupações”, acrescenta, num tom que talvez cheire a campanha para líder. Sobre a chefe do Governo e do seu partido, nem uma palavra.

02h48 Nick Clegg, ex-líder dos Liberais Democratas e vice-primeiro-ministro do conservador David Cameron (2010-2015), perdeu o lugar de deputado para o trabalhista Jared O’Mara, em Sheffield Hallam. Agradecendo a quem o apoiou, exprime preocupação pela divisão geracional do país. “Temos de estender a mão uns aos outros”, diz, referindo-se à colaboração necessária entre partidos adversários.

02h40 Em declarações à ITV, o ex-líder do UKIP, Nigel Farage, não é meigo com a primeira-ministra: “Aconteça o que acontecer esta noite, Theresa May já era”. A seu ver, os conservadores fizeram mal em escolher para primeira-ministra dos anos do Brexit alguém que fez campanha pela permanência na UE.

02h34 Fotogaleria: as capas dos jornais britânicos de sexta-feira dão conta do choque que as projeções suscitaram.

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2h21 Péssima notícia para o SNP: o seu número dois, Angus Robertson, líder do partido na Câmara dos Comuns (a líder Nicola Sturgeon é deputada no parlamento regional escocês), perdeu o assento de Moray para o conservador Douglas Ross.

2h18 Kenneth Clarke, a voz mais europeísta do Partido Conservador, foi reeleito por Rushcliffe para um 14.º mandato. Foi o único do seu partido a votar contra a invocação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, em março, para iniciar o Brexit. É o deputado há mais tempo na Câmara dos Comuns, para onde entrou em 1970. Tem o título não-oficial de Father of the House.

2h16 O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, entra sob fortes aplausos no centro de escrutínio de Islington North, o círculo do norte de Londres pelo qual é deputado.

2h12 O vice-líder trabalhista, Tom Watson, recorda na Sky News as palavras da primeira-ministra Theresa May durante a campanha: “É um facto que, se perdermos apenas seis lugares, perdemos a nossa maioria e Jeremy Corbyn será primeiro-ministro”. Watson promete cobrar-lhe a promessa.

2h04 Em Battersea, círculo londrino fortemente europeísta, a trabalhista Marsha de Cordova destronou a conservadora Jane Ellison, secretária de Estado do Tesouro. Na região da capital o partido de Corbyn está a ter resultados muito bons.

2h01 No círculo norte-irlandês de North Down, a independente Sylvia Hermon mantém o lugar que é seu desde 2001.

01h53 21 imagens que mostram os bastidores da contagem dos votos

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1h48 Importante vitória conservadora no círculo escocês de Angus, com Kirstene Hair a destronar o nacionalista (SNP) Mike Weir. Confirma-se a tendência de perda dos separatistas, que deverá inviabilizar o segundo referendo à independência desejado pela líder do governo regional, Nicola Sturgeon.

1h44 No círculo de Vale of Clwyd (País de Gales), o trabalhista Chris Ruane detrona o deputado conservador James Davies e reconquista o lugar que perdera em 2015. É o primeiro assento parlamentar que o partido de Jeremy Corbyn subtrai ao de Theresa May.

1h36 Duas figuras importantes mantêm o seu lugar em Westminster: o vice-líder trabalhista Tom Watson foi reeleito por West Bromwich East, com 58% dos votos. Em Paisley e Renfrewshire Sul, venceu Mhairi Black. Reeleita pelo Partido Nacional Escocês (SNP), é a deputada mais nova da Câmara dos Comuns, com 22 anos.

1h34 Mais de três horas após o fecho das urnas, eis o primeiro assento parlamentar que muda de mãos. Em Rutherglen e Hamilton Ocidental, o trabalhista Gerald Killen destronou Margaret Ferrier, do Partido Nacional Escocês (SNP). Por apenas 0,5% de diferença, reconquistou o círculo que os trabalhistas tinham perdido há dois anos.

1h23 O líder trabalhista está animado com as projeções. Para Jeremy Corbyn, o seu partido “mudou o rosto da política britânica”. “Gostaria de agradecer a todos os nossos militantes e apoiantes, que tanto trabalharam nesta campanha, dos que bateram às portas aos que andaram nas redes sociais, e a todos os que votaram num programa que propõe verdadeiras mudanças para o nosso país. Seja qual for o resultado final, já mudámos o rosto da política britânica.”

00h56 Se se verificar o número de deputados que as sondagens auguram para o Partido Conservador (314), Theresa May falha a maioria absoluta (326 assentos) por 12. Não haverá repetição da coligação feita em 2010 por David Cameron com os Liberais Democratas (o líder destes, Tim Farron, já rejeitou tal hipótese, que se revelou suicida para o partido da última vez). Mas talvez a solução possa passar por um acordo com os unionistas da Irlanda do Norte, ideologicamente próximos dos conservadores. Estes dividem-se entre o Partido Unionista Democrático (DUP, oito deputados em 2015) e Partido Unionista do Ulster (UUP, dois deputados em 2015). Somados aos 314 que a projeção inicial atribui a May, ficariam 324: ainda aquém da maioria mas suficiente para uma maioria na prática, já que os deputados eleitos pelo Sinn Féin (partido nacionalista e republicano irlandês, que defende que a Irlanda do Norte devia ser unificada com a República da Irlanda) não assumem o lugar, por se recusarem a fazer o juramento de lealdade à rainha.

É claro que continuamos a falar de projeções. Os resultados estão a chegar aos poucos, mas de momento só há 13 deputados eleitos, isto é, um cinquentavo da Câmara dos Comuns. Destes, oito são trabalhistas e cinco conservadores. A projeção das televisões britânicas prevê 314 deputados para os conservadores e 266 para os trabalhistas de Jeremy Corbyn.

00h37 O processo de contagem de votos no Reino Unido é lento. Duas horas e meia após o fecho das urnas, só há nove deputados eleitos. Seis são trabalhistas, três são conservadores, e todos foram reeleitos nos respectivos círculos, sempre com reforço dos votos nos dois maiores partidos e perdas significativas para o Partido da Independência do Reino Unido (UKIP).

00h31 Mais um círculo que elegeu um deputado conservador: Nuneaton.

00h30 Ponto de situação

Ainda são muito poucos os círculos eleitorais que já declararam resultados, apenas. De qualquer forma, estes são os resultados até ao momento:

  • Trabalhistas: 6 deputados eleitos
  • Conservadores: 2 deputados eleitos

00h25 Os liberais democratas descartam qualquer possibilidade de se coligarem com outros partidos: “Estamos a receber muitos telefonemas, por isso só para ser bem claro: Não há coligação. Não há acordos”.

00h11 Trabalhistas vencem em Washington, Sunderland West e Newcastle-upon-Tyne East. Conservadores asseguram vitória Swindon

00h09 O trabalhista dizem que o resultado desta noite é um castigo para os Conservadores que tomaram os britânicos como garantidos. Através de um porta-voz, citado pelo “The Guardian”, o partido liderado por Corbyn considera, a confirmarem-se os números da projeções, que se trata “de um extraordinário resultado”.

00h06 Julie Elliott é reeleita em Sunderland Central, com 55,5%, fazendo com que até agora haja três mulheres trabalhistas no Parlamento, em três deputados oficialmente eleitos. Mais uma vez, neste círculo os trabalhistas crescem, os conservadores também, sobretudo à custa do eurocético UKIP.

23h58 Os verdes e os lib dem já afastaram a possibilidade de se coligarem com o partido Conservador. Os lib dem, por exemplo, juntaram-se a David Cameron em 2010 e na eleição seguinte tiveram uma queda brutal a nível de resultados.

23h57 À porta de casa de Jeremy Corby, líder dos trabalhista, tem polícia à porta.

23h40 Paul Nuttall, líder o UKIP (partido eurocético) diz que, a confirmarem-se os resultados das projeções, o Brexit pode estar em causa.

23h35 No segundo círculo anunciado, Houghton e Sunderland Sul-coreana a trabalhista Bridget Phillipson é reeleita com 59,6%, mais 4,4% do que em 2015. Também os conservadores, segundos classificados, sobem 11%.

23h32 Os resultados de Newcastle Central mostram um reforço dos dois maiores partidos. Os trabalhistas vencem com 64,89%, subindo 9,88%, e os conservadores ficam em segundo com 24,62%, cresçendo 5,73%. O regresso do bipartidarismo é uma das tendências que as sondagens apontaram ao longo da campanha.

23h22 Claramente teve um resultado pior do que há dois anos e é quase impossível que consiga formar governo, duvido que sobreviva a longo prazo como líder do partido Conservador”, comentou George Osborne na ITV, sublinhando que trabalhou sempre “muito bem” com Theresa May. O antigo ministro das Finanças do Governo de David Cameron sublinhou que o panorama para May está complicado.

23h09 A declaração do primeiro resultado da noite é, ela própria, uma competição entre círculos eleitorais. Este ano, Newcastle bateu Sunderland e foi o primeiro círculo eleitoral a anunciar resultados, pouco passava das 23h. O círculo de Sunderland tem sido nas últimas eleições o primeiro a declarar resultados. Em noite eleitoral, as várias zonas quase que competem para ser as primeiras a anunciar o deputado eleito.

23h05 Menzies Campbell, ex-líder dos Liberais Democratas, disse à BBC que, apesar de ser apenas uma projeção, “uma coisa é certa: os esforços de May para obter uma ampla maioria e conseguir um acordo “duro” com a UE simplesmente explodiram”

23h01 A trabalhista Chi Onwurah foi eleita pelo círculo eleitoral de Newcastle Central. Este é o primeiro resultado da noite a ser conhecido. A deputada é assim reeleita com 24,071 votos.

22h51 Após as urnas encerrarem, as caixas com os votos são levadas o mais rapidamente possível para os centros de contagem.

ED SYKES/ Reuters

22h36 Logo após a divulgação das primeiras projeções, a libra caiu e perdeu terreno face a outras moedas. O valor cambial da libra caiu dois cêntimos comparativamente ao euro (para 1,13 euros) e ao dólar (1,2751 dólares).

22h32 Uma vez mais, olhando apenas para os números das projeções, uma eventual coligação entre os trabalhistas (266), nacionalistas escoceses do SNP (34) e os Liberais Democratas (14) faria um total de 314 lugares no Parlamento. Exatamente os mesmo que os conservadores.

22h31 Uma dúvida que está a deixar confuso analistas ouvidos pela BBC5: o que já se esperava é que o Partido Nacional Escocês perdesse deputados para os conservadores. Mas se ambos aparecem agora com menos lugares no Parlamento na projeções, para onde estariam de facto a ir os votos?

22h23 A confirmarem-se as previsões, a convocação de legislativas antecipadas terá sido um tiro no pé de Theresa May. Com mais de 20% de vantagem nas sondagens em abril, quando convocou a ida às urnas, a primeira-ministra terá desbaratado o avanço. Note-se, porém, que se trata de projeções e não resultados. Tudo pode mudar quando os 650 círculos eleitorais começarem a comunicar os seus números oficiais. Em 2015, data das últimas legislativas, as previsões não davam a maioria a David Cameron, que veio a tê-la. E no referendo do Brexit, há cerca de um ano, todas indicavam a vitória da permanência na União Europeia.

22h19 A maioria absoluta no parlamento britânico é de 326 deputados, mais de metade dos 650 assentos parlamentares. Os números agora divulgados são apenas projeções. Os primeiros resultados serão anunciados pelas 23h, mas será a partir das 2h de sexta-feira que começarão a sair em maior número. Pelas 4h já será possível ter uma ideia clara do resultado final, mas os últimos boletins só estarão contados perto do meio dia de sexta-feira.

22h07 As projeções à boca da urna indicam que Theresa May terá vencido as eleições, mas de forma amarga: com 314 deputados, o Partido Conservador da primeira-ministra perderia a maioria absoluta, reduzindo em 16 lugares a sua bancada e ficando 12 aquém do número crucial de 326 que permite governar sozinho. Em segundo lugar, o Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn ficaria com 266 deputados, ganhando 32. Os nacionalistas escoceses do SNP cairiam de 56 para 34, subindo os Liberais Democratas de 9 para 14. O eurocético UKIP não obteria representação na Câmara dos Comuns.

22h00 Resultados das primeiras projeções

Conservadores: 314
Trabalhistas: 266
SNP: 34
Lib Dems: 14
Plaid Cymru: 3
Greens: 1
UKIP: 0
Outros partidos: 138

21h52 Os últimos apelos ao voto por parte dos Conservadores e do Trabalhistas.

21h48 Curiosidade: estas eleições realizam-se no dia em que se assinala o 104º aniversário da morte de Emily Davison, uma das sufragistas. A 4 de junho de 1913, com 40 anos, a militante do movimento pelo voto feminino no Reino Unido foi até ao Derby Epson Downs, uma corrida anual de cavalos, e atirou-se para a frente do cavalo do Rei Jorge V. Quatro dias depois, viria a morrer no seguimento dos ferimentos causados pelo choque.

21h15 Faltam 45 minutos para as urnas fecharem e serem conhecidas as primeiras projeções.

21h01 Cerca de uma centena de estudantes em Newcastle-under-Lyme tiveram problemas para votar. Apesar de apresentarem todas as condições para o fazer, não foram autorizados. Nas redes sociais, foram partilhas críticas e denúncias do caso. Agora, algumas horas depois da confusão, os estudantes estão a ser aconselhados a regressar ao local onde lhes foi recusado o voto para exercer o seu direito.

20h30 São duas Marias, uma Ferraz, a outra Batista. À saída de um café em Stockwell, o epicentro da comunidade portuguesa em Londres, dizem quem prefeririam como primeiro-ministro, se pudessem votar: a primeira escolheria May, porque “ela tem sido mais firme”; a segunda diz Corbyn, porque “sou mais assim”. “Mas somos amigas na mesma”, diz Maria Batista.

20h21 Nas cabines de voto em todo o Reino Unido, há sempre um lápis amarrado a uma cordinha. É uma questão de tradição e de praticidade, segundo a Comissão Eleitoral britânica. Uma caneta pode manchar o voto, ainda mais num país que chove tanto como o Reino Unido. E o “xis” pode ser visível quando se dobra a cédula. Quem quiser, no entanto, pode levar a sua caneta e usá-la. E o Twitter está cheio de posts com a hashtag #usepens.

19h59 É o lado mais tranquilo de umas eleições difíceis: as fotografias de bebés fofinhos e animais adoráveis à porta das estações de voto no Reino Unido viraram tradição. O porquê e o como começou ninguém parece saber responder. Veja aqui as melhores imagens.

19h08 Em 1950, o Reino Unido registou a maior taxa de participação eleitoral desde a segunda Guerra Mundial (83,9%). Atualmente, os números estão bem longe, embora nos últimos anos se note uma tendência para o aumento dos eleitores que exercem o seu direito de voto.

  • 2015: 66.2%
  • 2010: 65.1%
  • 2005: 61.4%
  • 2001: 59.4%
  • 1997: 71.4%

19h01 Outra das hashtags que tem sido muito usada nas redes sociais é a #firsttimevoter. São sobretudo jovens a partilharem imagens desta que é a primeira vez que ajudam a decidir o futuro do país.

18h49 Chuva é algo que definitivamente não assusta os britânicos. Grande parte do Reino Unido amanheceu encoberta e húmida, mas desde cedo havia filas diante de algumas mesas de voto, que abriram às 07h nas legislativas antecipadas que decorrem até às 22h. Cerca de 47 milhões de pessoas estão registadas para escolher quem vai liderar o país nos próximos cinco anos. Leia na íntegra a reportagem de Ricardo Garcia, o correspondente do Expresso em Londres.

18h41 Cerca de 16,4% do eleitorado votou por correspondência, ou seja, ainda antes das urnas abrirem.

18h24 Bares, pousadas, igrejas e contentores são alguns dos lugares pouco comuns onde os britânicos votam. Nas redes sociais, vários eleitores têm também partilhado as imagens dos locais e até foi criada a hashtag #unusualpollingstations. Esta quinta-feira mais de 45 milhões de pessoas são chamadas a votar e eleger 650 deputados para o Parlamento

Um pub em em Chiddingstone Hoath, no condado de Kent (próximo de Londres)
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Um pub em em Chiddingstone Hoath, no condado de Kent (próximo de Londres)

BEN STANSALL/ Getty Images

Um contentor junto a uma pousada em Cardiff, no País de Gales
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Um contentor junto a uma pousada em Cardiff, no País de Gales

GEOFF CADDICK/ Getty Images

Um lavandaria nos arredores de Londres
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Um lavandaria nos arredores de Londres

ADRIAN DENNIS/ Getty Images

Um clube de boxe em Kingston-Upon-Hull, no norte de Inglaterra
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Um clube de boxe em Kingston-Upon-Hull, no norte de Inglaterra

LINDSEY PARNABY/ Getty Images

Uma igreja em Londres
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Uma igreja em Londres

JUSTIN TALLIS/ Getty Images

Mais uma igreja, desta vez em Ambleside, no norte do país
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Mais uma igreja, desta vez em Ambleside, no norte do país

OLI SCARFF/ Getty Images

A igreja de St James Church, em Edimburgo, na Escócia, é um dos locais de voto
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A igreja de St James Church, em Edimburgo, na Escócia, é um dos locais de voto

LESLEY MARTI/ Getty Images

Uma pousada em Yatton Keynell, no sudoeste de Inglaterra
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Uma pousada em Yatton Keynell, no sudoeste de Inglaterra

GEOFF CADDICK/ Getty Images

17h49 A BBC publicou uma peça em que reune o manifesto de cada um dos partidos que estão a votos. É possível pesquisar por força política ou por temática (por exemplo, educação e família, saúde ou Brexit). Se quiser saber mais detalhes, é passar por lá e explorar.

17h45 Recorde AQUI a reportagem de Paulo Anunciação, em Londres: “Os dias difíceis da senhora May”. Há dois meses, as sondagens mostravam que o Partido Conservador tinha um avanço mais do que confortável para as eleições. Agora está em risco de as perder

getty

17h38 Um das histórias que tem marcado os últimos dias tem como protagonista Banksy. O artista urbano, que tem conseguido manter a sua identidade oculta, prometeu oferecer oferecer versões de uma pintura inédita e de edição limitada aos britânicos que provassem que não votaram no Partido Conservador, liderado por Theresa May.

“Enviem simplesmente uma fotografia do vosso boletim de voto nas urnas a mostrar que votaram contra os Conservadores no poder e esta oferta ser-vos-á enviada por correio”, lia-se no comunicado publicado no site oficial de Banksy no domingo.

No entanto, o plano teve de ser abortado após a polícia ter aberto uma investigação. Fui avisado pela Comissão Eleitoral de que a oferta gratuita de serigrafias vai invalidar os resultados eleitorais”, lê-se agora na página do artista. “Por esse motivo, lamento anunciar que esta promoção mal concebida e legalmente dúbia acabou de ser cancelada.”

A Comissão Eleitoral, que supervisiona os plebiscitos no Reino Unido, define como suborno no âmbito de eleições o ato de “alguém, direta ou indiretamente, oferecer dinheiro a qualquer eleitor, para induzir qualquer eleitor a votar ou a não votar”, uma ofensa eleitoral punível por lei.

17h29 Pode ler AQUI tudo aquilo que precisa de saber sobre a eleição desta quinta-feira: como correu a campanha de May e de Corbyn, o que está em causa e como decorre o processo eleitoral. “650 eleições para escolher o Governo do Brexit”.

17h25 Os eleitores vão escolher os próximos 650 deputados de Westminster. Esta é a segunda vês em dois anos (e ainda houve mais uma votação pelo meio: o referendo ao Brexit). Para garantir a maioria na Câmara dos Comuns e poder formar governo sem precisar de formar coligações, um partido precisa de garantir um mínimo de 326 assentos no parlamento.

Em 2015, últimas legislativas que deram a vitória a David Cameron com o eleitorado já de olhos postos na renegociação do estatuto do Reino Unido na UE, o Partido Conservador venceu 331 dos 650 assentos, a participação eleitoral estacionou nos 66,4%, um número de poderá subir esta quinta-feira.

Em 2015, a maioria conservadora só foi confirmada pelas 13h30 do dia seguinte às eleições. Desta vez, os primeiros assentos deverão ser declarados à meia-noite, esperando-se que o anúncio dos resultados finais aconteça na sexta-feira à tarde.

CHRIS J RATCLIFFE/ Getty images

17h13 A equipa da Arábia Saudita não participou no minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque terrorista na London Bridge. Tudo aconteceu no jogo de qualificação para o Mundial frente à seleção australiana, que cumpriu a homenagem, alinhando-se no centro do campo com os braços dados.

Segundo a Fox Sports, a federação asiática de futebol aprovou o minuto de silêncio naquele jogo apesar de os sauditas estarem contra. Em campo, os jogadores ficaram com os braços atrás das costas enquanto outros continuaram o aquecimento.

No último sábado, oito pessoas morreram depois de três homens terem atropelado um grupo na London Bridge. Depois, os atacantes saíram da carrinha e correram para o Borough Market armados com facas.

De amarelo, a seleção australiana. De branco, a equipa da Arábia Saudita

De amarelo, a seleção australiana. De branco, a equipa da Arábia Saudita

DAVID GRAY/ Reuters

17h02 As urnas estão abertas desde as 7h e só encerram às 22h. Os primeiros resultados ainda vão demorar a surgir, estão previstos para as 23h.

17h00 Alguns números desta eleição:

  • 46.9 milhões de eleitores inscritos;
  • 3.304 candidatos de todos os partidos;
  • 974 candidatos são mulheres (segundo o “The Telegraph é o maior número de sempre);
  • 326 é o número de lugares necessários para conseguir a maioria absoluta no Parlamento;

16h47 Por cá, habitualmente, os locais de voto são escolas,juntas de freguesia, autarquias, bibliotecas... quase tudo o sejam locais de serviços públicos. Os britânicos são um bocadinho mais originais: há igrejas, caravanas e até moinhos e ginásios.

16h41 Enquanto ainda falta muito para saber resultados, nas redes sociais são muitos os eleitores que publicam imagem da ida às urnas. As imagens mais frequentes implicam cães fofinhos e bebés adoráveis, até foram criadas hashtags: #dogsatpollingstations e #babiesatpollingstations

16h32 Em Londres, Corbyn votou também. Chegou sorridente e agradeceu aos repórteres a sua presença: “Muito obrigado por virem aqui hoje. Acabei de votar. Estou muito orgulhoso da nossa campanha”.

ANDY RAIN/EPA

16h24 A primeira-ministra Theresa May votou bem cedo. Eram 8h20 quando, acompanhada pelo marido Philip May, chegou à mesa de voto em Sonning, condado de Berkshire, sudeste de Inglaterra. Apesar de ter acenado a quem ali estava, não prestou qualquer declaração.

FACUNDO ARRIZABALAGA/ EPA

16h22 Mais de 45 milhões de pessoas são chamadas a votar, não em uma mas em 650 eleições. Sob o sistema de círculos uninominais, cada circunscrição é representada por um rosto identificável e conhecido. Dado que só há uma volta, ganha o mais votado, tenha ou não maioria, e os demais votos são desperdiçados. Isto leva a que os cidadãos que vivem em zonas onde predominam ideias políticas diferentes das suas tenham pouca hipótese de influenciar o resultado, optando muitos pelo “voto tático”, isto é, pelo mal menor. O sistema tem sido criticado por sacrificar demasiado a representatividade em nome da governabilidade (é raro não haver maioria absoluta), mas num referendo de 2011 o eleitorado escolheu mantê-lo, por 68%-32%.

16h15 Arranca aqui o acompanhamento em direto as eleições no Reino Unido. Esta quinta-feira, os britânicos decidem o caminho que querem seguir, depois de Theresa May ter convocado eleições antecipadas (é a terceira ida às urnas a nível nacional nos últimos três anos). A última sondagem (realizada para o “Evening Standard”) estima que os conservadores vençam com 44% dos votos, alcançando uma margem de 8% sobre os trabalhistas de Jeremy Corbyn. May é, pois, apontada como favorita, ainda que o seu destino esteja nas mãos dos eleitores, literalmente, até às 22h – quando as urnas encerram.