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Comey: “Fiz o que tinha de fazer”

Getty

Antigo diretor do FBI continua a ser interrogado no Senado. Por duas vezes, James Comey recusou responder a questões sobre o alegado envolvimento de Donald Trump e de membros da sua campanha eleitoral sobre o envolvimento com os russos

O antigo diretor do FBI James Comey declarou esta quinta-feira perante o Comité de Serviços de Informação (Intelligence) do Senado que fez “o que tinha de fazer” e que se o Presidente norte-americano Donald Trump tiver gravado as conversas que manteve com ele na Sala Oval na Casa Branca poderá divulga-las.

“O Presidente saberá se me gravou e se o fez não fico ofendido. Pode divulgar todas as gravações. Por mim, tudo bem”, declarou em resposta o senador democrata da West Virginia, Joe Manchin.

Momento depois, quando o senador republicano Tom Cotton, do estado do Arkansas, quis saber se o Presidente seria cúmplice dos russos, na alegada tentativa de interferir com o resultado das eleições para a Casa Branca, Comey respondeu assim: “Aí está uma pergunta à qual penso que não poderei responder numa audiência aberta ao público”.

Quando chegou o momento do senador democrata Kamala Harris interrogar James Comey, quis saber se o antigo diretor do FBI tinha conhecimento de alguns encontros entre membros da campanha de Donald Trump e os russos. E Comey voltou a dizer que não poderia responder. “Não posso falar sobre isso aqui”, disse.

Já o senador democrata do estado Rhode Island, Jack Reed, quis saber como é que James Comey interpretava o seu despedimento por Donald Trump, a 9 de maio . “Sei que fui despedido porque a forma como estava conduzir a investigação sobre a Rússia estaria a colocar o Presidente sob pressão, algo estava a irritá-lo”, respondeu o antigo diretor do FBI.

A audição terminou pelas 17h40 em Lisboa (12h40 em Washington), com o presidente do Comité de Serviços de Informação do Senado, Richard Burr a concluir que muito ficou por esclarecer pelo que será necessário realizar mais sessões, desta feita à porta fechada.