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Homem morre na sequência de distúrbios em Israel

AHMAD GHARABLI/GETTY

Mohammad Taha, de 27 anos, foi assassinado por um segurança com três balas na cabeça durante um protesto na cidade de Kafr Qassem

Um cidadão árabe-israelita morreu na noite desta segunda-feira durante distúrbios em Kafr Qassem, cidade de maioria árabe situada na linha verde que separa Israel da Cisjordânia. Mohammad Taha, de 27 anos, foi assassinado por um segurança com três balas na cabeça, após centenas de pessoas se manifestarem junto a uma esquadra no centro da cidade.

O protesto surgiu na sequência da detenção de um indivíduo que estava à espera de ser inquirido pelas autoridades. Vários manifestantes tentaram invadir a esquadra, atiraram pedras e incendiaram três viaturas policiais.

Segundo o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, o agente de segurança privado “sentiu a sua vida em perigo”, vendo-se obrigado a abrir fogo contra o manifestante em legítima defesa.

Em estado crítico, Mohammad Taha acabou por morrer no hospital, não resistindo aos ferimentos. Pelo menos mais duas pessoas ficaram feridas com gravidade, segundo a imprensa local.

O pai da vítima acusou a polícia de assassinar o filho: “Toda a gente que estava ali pode testemunhar que ele não apresentava risco para quem o matou. E mesmo se ele representasse perigo eles disparariam sobre a perna e não três balas na cabeça. Isso é assassinato”, declarou o progenitor ao jornal “Times of Israel”.

Também o autarca de Kafr Qassem, Adel Badir, lamentou a morte ocorrida durante o protesto e condenou o “uso excessivo da força” por parte das autoridades. “Eu não entendo como o segurança pode dizer que sentiu a sua vida em risco se tinha polícias com ele”, disse o autarca, citado pela Reuters. Adel Badir acusou ainda as autoridades de não responderem à escalada da violência e do crime organizado na cidade.

O funeral de Mohammad Taha realiza-se esta terça-feira à tarde em Kafr Qassem, estando previsto um forte dispositivo policial face ao receio da ocorrência de mais distúrbios.